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Governo de MG exonera chefe de gabinete da Saúde, após áudio vazado sobre "fura-filas"

João Pinho é investigado pelo Ministério Público e Assembleia por irregularidades na campanha de vacinação contra a Covid-19

Por João Henrique do Vale e Lucas Rage - Política23/04/2021
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O governo de Minas Gerais exonerou, nesta sexta-feira (23), o chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), João Márcio Silva de Pinho. Além dele, também será exonerado o assessor-chefe de comunicação da SES, Everton Souza. As exonerações foram publicadas em edição extra do Diário Oficial do estado.

No documento em que anuncia a medida, o Governo de Minas, reiterou seu compromisso com a transparência e reafirma que todas as denúncias relativas ao processo de vacinação de servidores são apuradas por órgãos de controle, com total colaboração do governo estadual.

As exonerações acontecem após o vazamento de aúdio de uma reunião que contou com a presença dos integrantes da Saúde de Minas. Nele, o chefe de gabinete da SES-MG dá indícios de que profissionais do setor mudaram subordinados do home office para o trabalho presencial como forma de protegê-los durante as investigações. 

Na reunião, João Pinho, então, sugere que funcionários vacinados em home office voltem ao trabalho presencial para que ele possa alterar o documento a ser enviado às autoridades. "Acho que seria mais seguro para vocês se passassem a ter regime presencial e que o documento indicasse isso”, diz.

O interlocutor sugere aos demais participantes que façam expediente presencial durante a maior parte dos dias úteis. “Eu não manteria o regime de teletrabalho, de forma alguma. Passaria a vir quatro vezes por semana, no mínimo. Se fosse eu, particularmente, até viria todos os dias da semana, por precaução, mesmo que em alguns dias venha (por) menos horas”, pontua.

Na gravação, o chefe de gabinete cita que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada pela Assembleia para investigar possíveis “fura-filas” e o MPMG solicitaram documentos detalhando se os imunizados estavam em home office ou em trabalho de campo à época da aplicação das injeções. 

O caso será investigado pelo Ministério Público de Minas Gerais e pela Assembleia Legislativa de Minas. Os órgãos também solicitaram que seja informado o regime de trabalho dos vacinados à época da reunião.