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MP investiga contratação de funcionários fantasmas por Carlos Bolsonaro

Inquérito revela que gabinete do verador teria funcionários que não assinavam pontos, não participavam de reuniões e moravam em outros municípios

Por Da Redação - Política14/08/2020
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O Ministério Público do Rio de Janeiro encontrou índios de irregularidades na contratação de funcionários no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos). No inquérito, o MP disse que a prática de contratação de funcionários fantasmas ocorreu já no primeiro mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a partir de 2001.

No documento, o MPRJ diz que “há indícios, ao menos em tese, do crime de peculato na contratação de servidores de Carlos Bolsonaro”. Já existe um processo de investigação em curso e oito pessoas já foram ouvidas, inclusive há funcionários que não apareciam na Câmara há muito tempo, sendo que nem crachá alguns deles tinham. 

O MP destacou a contratação de idosos que moram fora da capital fluminense. Os promotores dizem que isso “inviabilizaria o cumprimento das funções de assessoria parlamentar”. Uma das contratadas foi Diva da Cruz Martins, de 72 anos, moradora de Nova Iguaçu e mostrada em uma reportagem da TV Globo. Diva foi lotada entre 2003 e 2005 -- ou seja, no primeiro e no segundo mandatos -- no gabinete do vereador e recebia R$ 3 mil por mês. “Eu não encontrava com ninguém. Eu ia lá e voltava, não sei nem quem trabalhava lá. Não sei nem quem era funcionário, quem não era”, disse. Diva não soube dizer aos promotores qual era a denominação do seu cargo. Ela disse em depoimento que “seu trabalho” era “comparecer à Câmara de Vereadores uma vez por mês, buscar uns folhetos e distribuir às pessoas no Centro de Nova Iguaçu”.

A ex-servidora também contou aos promotores que, nesse dia do mês que usava para buscar os folhetos de seu trabalho, aproveitava para assinar o ponto.

Diva disse para a GloboNews que não batia ponto nem tinha crachá na Câmara.

Ananda Hudson também foi ouvida. Ela trabalhou para vereador de nmarço de 2009 até agosto de 2010. Enquanto exercia a função de assessora parlamentar, Ananda cursou o último ano da faculdade de letras em Resende, no Sul do RJ, que fica a 171 km do Rio, percorrido em três horas de carro.

Perguntada como conciliava o último ano do curso em Resende com o trabalho no Rio de Janeiro, Ananda disse que ia e voltava de Resende todos os dias, e fazia as aulas no período noturno. E que assinava o ponto uma vez por mês

Ananda disse aos promotores que não se lembrava do nome de nenhum outro servidor do gabinete de Carlos Bolsonaro e que jamais participou de uma reunião com o vereador.

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