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Operação da PF mira advogados e desembargadores em Belo Horizonte

Investigações apontam o pagamento de propinas para influenciar na solução e no andamento de processos judiciais

Por João Henrique do Vale - Política18/11/2020
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Policiais federais estão nas ruas de Belo Horizonte desde o início da manhã desta quarta-feira em uma operação que apura o pagamento de propinas de advogados a desembargadores para influenciar na solução e no andamento de processos judiciais. Estão sendo cumpridos 10 mandados de prisão na capital mineira, Ipanema, Engenheiro Caldas, ambas no interior de Minas, além de São Paulo.

Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos na sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

A operação Cosme, deflagrada hoje, é um desdobramento da Operação Capitu, que aconteceu em 2018. Foi apurado doação irregular de dinheiro para políticos e partidos, além de um esquema de arrecadação de propina dentro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Na época, o até então vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB), o empresário Joesley Batista, dono da JBS, e mais 15 pessoas foram presas no suposto esquema durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

Por meio de nota, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) afirmou que "foram observadas as formalidades legais no cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ)". Disse, ainda, que confia nas instituições para apuração da verdade.

"O TJMG observa que as investigações tramitam sob sigilo e que aguarda as apurações e permanece à disposição das autoridades para colaborar no esclarecimento dos fatos. O TJMG ressalta que o princípio da presunção de inocência é garantia constitucional e deverá ser observado, pois trata-se de um dos mais importantes pilares do Estado democrático de direito", finalizou.