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Pasternak na CPI: Cloroquina só não foi testada em emas porque elas fugiram

Microbiologista disse em depoimento que não é possível mensurar quantas pessoas morreram por causa da desinformação durante a pandemia

Por Marcello Oliveira - Política11/06/2021
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Imagem: Agência Senado

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid, nesta sexta-feira (11) a médica microbiologista Natalia Pasternak classificou a desinformação com relação a pandemia da covid-19 como algo que possa ter contribuído com o número de mortes pela doença no País. Mas, segundo ela, não é possível "mensurar quantas pessoas morreram de desinformação", disse. Ele criticou a falta de adoção, principalmente do presidente Jair Bolsonaro, do uso de equipamento de proteção, como máscaras, para tentar conter a disseminação do vírus.

Para o microbiologista, quando o presidente aparece sem máscara, cena comum para Bolsonaro em aparições públicas, ele "confunde as pessoas", fazendo com que assumam um "comportamento de risco" ao copiar o exemplo do chefe do Executivo e também dispensar seu uso.

Medicamentos sem efeitos comprovados

A microbiologista também classificou a Cloroquina como “mentira” e que foi orquestrada pelo Governo Federal. “Estamos pelo menos seis meses atrasados do resto do mundo, que já descartou a cloroquina, e aqui a gente continua insistindo. Isso é negacionismo”, afirmou.

Sobre os testes realizados com o medicamento, Pasternak disse na CPI que testamos bem a Cloroquina, mas que não deu certo e lembrou da cena em que Bolsonaro mostrou uma caixa de cloroquina para as emas que moram nos jardins do Alvorada. “Senhores, a cloroquina já foi testada em tudo. A gente testou em animais, a gente testou em humanos, a gente só não testou em emas porque as emas fugiram, mas no resto a gente testou em tudo”.