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Wajngarten irrita CPI ao ser questionado sobre matéria da Revista Veja

Evasivo em suas respostas, ex-secretário de Comunicação do governo foi advertido pela presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito; sessão precisou ser suspensa

Por Lucas Rage - Política12/05/2021
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O ex-secretário de comunicação do governo federal, Fábio Wajngarten, irritou integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. Perguntado sobre as intenções do governo com relação a frases do presidente Bolsonaro contra as vacinas, Wajngarten sugeriu que senadores direcionem o questionamento ao presidente Jair Bolsonaro. “Tem que perguntar pra ele”, afirmou.

A resposta não agradou nem Aziz, nem Calheiros. O presidente do colegiado advertiu Wajngarten, dizendo que ele estava ali na posição de testemunha. "Você não pode falar isso aqui não. Você não pode dizer 'pergunte a ele', você está aqui como testemunha, você vai responder sim ou não", disse Aziz. O ex-secretário logo se desculpou pela postura, e Renan lhe respondeu: "não precisa pedir perdão, é só responder".

Wajngarten também foi evasivo quanto a seus posicionamentos à Revista Veja. Questionado sobre o fato de ter chamado o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello de “incompetente”, o ex-Secom desmentiu a afirmação. 

A declaração voltou a acirrar os ânimos da Comissão, que precisou suspender os trabalhos temporariamente. “Se não fosse pela matéria da Revista Veja, você sequer seria lembrado”, afirmou o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM).

O senador Marcos Rogério (DEM-RO), da base do governo, saiu em defesa de Wajngarten, dizendo que o colegiado não poderia induzir as respostas do depoente. Aziz respondeu à declaração de Rogério dizendo que não havia a tentativa de induzir a resposta da testemunha, mas que é necessário que o relator vá "procurando" a verdade no depoimento, defendendo os questionamentos mais duros realizados por Renan Calheiros.

Retornados os trabalhos, Wajngarten voltou a ser advertido por Omar Aziz. "Se o Vossa Excelência não for objetiva em suas respostas, será dispensada como testemunha e convocada como investigado", afirmou o presidente da CPI.

(Com informações de Estadão Conteúdo)