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Witzel afirma estar com 'consciência tranquila' e se diz vítima de 'perseguição política'

“Nesse momento tão difícil que estamos passando, o presidente inicia perseguições políticas a aqueles que considera inimigo. Continuarei lutando contra esse fascismo que está se instalando no nosso país, contra essa nova ditadura de perseguição. Não permitirei que esse presidente que infelizmente ajudei a eleger se torne mais um ditador da América Latina”

Por Da Redação - Política26/05/2020
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O Governador do Rio, Wilson Witzel, fala à imprensa no início da tarde desta terça-feira (26), poucas horas após ser alvo da Operação Placebo, que tem por objetivo apurar indícios de desvios de recursos destinados ao combate à pandemia do novo coronavírus. A operação cumpriu 12 mandados, inclusive na residência oficial do governador e na casa onde ele morava no Grajaú antes de ser eleito.

Segundo o governador, ele é vítima de uma “perseguição política”, e alertou ainda que o que aconteceu com ele, irá acontecer com “outros governadores considerados inimigos”. Diante das investigações precipitadas, o mínimo de cuidado da investigação levaria ao esclarecimento necessário. “O presidente acredita que eu estou perseguindo a família dele, e ele só tem essa alternativa de me perseguir politicamente.” Afirma o governador.

“Quero manifestar minha absoluta indignação com o ato de violência que o estado democrático de direito sofreu. Eu tenho todo respeito ao ministro Benedito, mas a narrativa que foi levada ao ministro Benedito é fantasiosa. Não vão conseguir colocar em mim o rótulo da corrupção”.

Witzel afirmou ainda estar com a consciência tranquila, pois segundo ele cumprirá o que prometeu ao povo que não o decepcionará. Afirmou ainda que manterá sua rotina de trabalho para continuar salvando vidas e corrigindo erros que todos nós estamos passíveis de sofrer diante desse momento tão difícil que atravessa o Brasil.

“Nesse momento tão difícil que estamos passando, o presidente inicia perseguições políticas a aqueles que considera inimigo. Continuarei lutando contra esse fascismo que está se instalando no nosso país, contra essa nova ditadura de perseguição. Não permitirei que esse presidente que infelizmente ajudei a eleger se torne mais um ditador da América Latina”.

Na saída do Palácio da Alvorada, o presidente ouviu de um apoiador que “a coisa está preta lá pelo Palácio das Laranjeiras”, em referência à residência oficial do governador. Bolsonaro riu e apontou para a máscara preta que usava no momento.

Em seguida, Bolsonaro foi perguntado por jornalistas sobre a operação. O presidente disse que soube da Placebo pela imprensa

“Parabéns à Polícia Federal. Fiquei sabendo agora pela mídia. Parabéns à Polícia Federal,”, disse.

Ataques a Flávio Bolsonaro

O governador do Rio ainda direcionou ataques ao senador Flávio Bolsonaro, dizendo que ele já deveria estar preso.

“Ao contrário do que se vê na família do presidente Bolsonaro,a PF engaveta inquéritos, vaza informações.O senador Flavio Bolsonaro, com todas as provas que já temos contra ele, já deveria estar preso. Este sim. A polícia federal deveria fazer o seu trabalho com a mesma serenidade que passou a fazer no Rio de Janeiro”, disse.

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