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'Abertura dos shoppings populares já está cobrando seu preço', diz Mateus Simões

Secretário disse que cidades da Grande BH não se adequaram aos protocolos do Minas Consciente; segundo ele, BH não cumpriu meta da abertura de leitos

Por Fernando Motta - Saúde17/06/2020
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O secretário-geral de governo, Mateus Simões, disse que a região metropolitana de Belo Horizonte não tem seguido os critérios sanitários estabelecidos pelo programa Minas Consciente. Segundo ele, as cidades da Grande BH são as que "apresentam os piores índices em termos de número de contágio".

"A curva se agravou, coincidentemente logo depois das decisões de reabertura divorciadas do protocolo do Minas Consciente adotadas na capital e no entorno", disse.

Simões sugeriu que a abertura de shoppings populares contribuiu para o aumento na curva. "A abertura dos shoppings populares há 15 dias atrás já está cobrando seu preço", declarou.

O secretário-geral pediu para que as cidades considerem se adequar ao Minas Consciente. "Eu insisto que eles observem que nós temos um protocolo de qualidade e segurança para garantir que as pessoas que estiverem em circulação estejam dentro de critérios sanitários que não exponham as outras pessoas a risco", disse.

Leitos

Simões se mostrou incomodado com os pedidos da PBH para abertura do hospital de campanha no Expominas. Segundo ele, a prefeitura da capital mineira não cumpriu com a promessa de ampliação de leitos que havia feito ao governo.

"A PBH prometeu publicamente a expansão de mais de mil leitos na cidade. Se falou em 7 mil leitos com respiradores. Nada disso foi efetivamente implantado. Da previsão inicial da expansão de CTIs, contamos hoje com pouco mais de 25% da expansão que havia sido prometida pela prefeitura", disse.

Abertura de leitos no Julia Kubitschek

O governo anunciou a abertura de 23 leitos de Unidade de Terapia Intensiva no hospital Julia Kubitschek, da rede da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), em parceria com a Polícia Militar, que vai fornecer a mão de obra necessária para que esses leitos sejam colocados em operação imediatamente.

PBH divulga nota em resposta

Leia a nota completa da PBH sobre as declarações de Simões:

"Diferente do que sinalizou o governo do estado em coletiva nesta quarta-feira, é importante esclarecer que o aumento de casos da COVID 19 em Belo Horizonte e na região Metropolitana não se deve exclusivamente à retomada de atividades, uma vez que a curva começou a sua fase ascendente, uma semana antes da flexibilização em Belo Horizonte. 

Este aumento não tem relação com a não adesão dos protocolos do Programa Minas Consciente, mesmo porque, cidades que aderiram ao Programa do estado tiveram que voltar atrás. Belo Horizonte tem o protocolo próprio, o Plano de Contingência, que utiliza muitas das coisas positivas que Minas Consciente utiliza e outras diretrizes que não são necessárias em cidades de menor porte. 

Enquanto o governo diz que a Prefeitura precisa cumprir com os compromissos de abertura de leitos, Belo Horizonte trabalha de forma ininterrupta para disponibilizar novas unidades e conta hoje com leitos e respiradores necessários para a assistência da população. Neste mês, a capital já abriu 26 leitos e vai abrir pelo menos mais 68 nesta – entre unidades de UTI e enfermaria.  

É importante destacar que a capital não recusa receber moradores de outros municípios nos hospitais da rede. Continuamos a atender a residentes de outras cidades que têm pactuação com a capital.  

Entretanto, para que as unidades da rede municipal SUS de Belo Horizonte não sejam sobrecarregadas, é importante que outras cidades do estado também sejam contempladas com novas unidades de internação, e tenham capacidade para atender à moradores das suas regiões, que muitas vezes precisam viajar longas distâncias para terem o atendimento de saúde na capital. 

Por fim, a Prefeitura lamenta que pessoas utilizem a pandemia para fins políticos."

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