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Asthemg denuncia surto no João XXIII e diz que faltam testes para funcionários

Carlos Martins atribui a situação à falta de testes preventivos para os trabalhadores da unidade hospitalar

Por Central 98 - Saúde06/07/2020
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Um surto de Covid-19 atingiu uma ala do Hospital de Pronto Socorro do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Exames comprovaram que nove pacientes que estavam internados na enfermaria do 6º andar da unidade de saúde foram infectados.

Mas segundo o presidente da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais no Estado de Minas Gerais (Asthemg), Carlos Martins, o surto não está restrito apenas ao 6º andar. Ele diz que no 5º andar, há duas semanas, uma enfermaria foi interditada por conta de um paciente infectado e outros três com suspeita da doença. Também há casos na ala de queimados, segundo Martins.

O presidente da Asthemg denuncia ainda que falta testes para os funcionários. "Nós achamos que essa situação do 6º andar está agora se expressando dessa forma tão grave porque não fizeram testes preventivos. E achamos que está disseminando ainda em outros setores, para outros pacientes e outros funcionários", disse.

Em nota, a Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) disse que "desde o início da pandemia, o hospital isolou uma sala na Urgência e leitos no CTI para receber os casos suspeitos até que sejam encaminhados para as unidades de referência, como é estabelecido nos protocolos clínicos vigentes".

Leia a nota na íntegra e assista à entrevista de Carlos Martins ao fim da matéria.

"Por ser uma unidade de urgência, o Hospital João XXIII recebe diariamente centenas de casos não relacionados à covid-19, mas que, algum momento, podem ser pacientes infectados. Desde o início da pandemia, o hospital isolou uma sala na Urgência e leitos no CTI para receber os casos suspeitos até que sejam encaminhados para as unidades de referência, como é estabelecido nos protocolos clínicos vigentes. 

Houve infecções pontuais em outros setores do hospital durante esses meses, mas não relacionados com o surto da enfermaria no sexto andar. Esses casos foram isolados, transferidos, enfim, tudo seguindo o que o protocolo orienta, como em qualquer outro estabelecimento hospitalar. Somente no sexto andar aconteceu o surto, por causa da fragilidade dos pacientes internados por serem crônicos.

Há de se considerar que estamos em um cenário de calamidade na saúde, onde todos os cuidados e medidas estão sendo reforçados nas unidades de saúde, balizados por protocolos clínicos, com notificações e acompanhamentos pelas autoridades sanitárias. Mesmo com esses esforços, estamos percebendo o aumento gradual da pandemia, não só em Minas Gerais. O Hospital João XXIII integra toda uma rede de saúde e está cumprindo as determinações no que se refere à prevenção e contenção de casos. 

Quanto à testagem dos servidores, o protocolo vigente estabelece que sejam testados os sintomáticos e os que tiveram contato com casos confirmados. Porém, os servidores podem receber orientação e atendimento a qualquer momento, a Fhemig possui inclusive um serviço destinado especialmente aos servidores, seja por telefone ou presencialmente (no caso, no Hospital Eduardo de Menezes). Os Núcleos de Saúde e Segurança do Trabalhador, presentes em todas as unidades, também estão à disposição."