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BH terá barreiras para fiscalizar ônibus e carros de outras cidades

Ação é parte das medidas de combate à Covid-19 no município; 13 barreiras sanitárias serão montadas na capital

Por João Henrique do Vale e Lucas Rage - Saúde11/05/2020
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Belo Horizonte vai retomar a fiscalização de ônibus e carros vindos de outros municípios. A medida foi anunciada pelo prefeito, Alexandre Kalil, em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (11).

Segundo o prefeito, a partir da semana que vem, a capital vai contar com 13 barreiras sanitárias, que vão fiscalizar a entrada de possíveis contaminados com o novo coronavírus no município.

“Para entrar em BH, a PM, BHTrans e secretarias municipais vão parar os ônibus para verificação sanitária”, afirmou Kalil. A fiscalização também vai valer para automóveis particulares.

A medida foi reforçada pelo presidente da BHTrans, Célio Bouzada. Segundo ele, as barreiras serão instaladas nas principais entradas de Belo Horizonte, com opções de retorno para aqueles que não quiserem enfrentar as filas.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Doutor Jackson Machado, as barreiras sanitárias vão identificar as pessoas doentes, que podem ter contato com terceiros. Serão aplicados questionários simples para todos que entrarem em BH, além da medição de temperatura. A implementação das barreiras depende da chegada de termômetros infravermelhos, encomendados pelo Executivo.

Reabertura do comércio

Ainda na coletiva, o prefeito abordou a possibilidade de reabertura gradual do comércio, prevista para 25 de maio. Segundo ele, a data pode ser postergada, caso não haja contribuição por parte da população.

“Outro dia falaram que estávamos transferindo responsabilidades, e estamos mesmo. Se relaxar as medidas como no início — que os dados estão nos mostrando — não conseguimos garantir dia 25 de maio”, explicou Kalil. 

Temos como garantir, desde que a população colabore. Podemos ser a primeira cidade do país a sair deste embrulho”, reiterou. “Mas se continuar a desobediência, vamos mudar as datas como outros governadores e prefeitos tiveram que retornar”, completou.  

Doentes vindos de outros estados

Kalil criticou ainda o chamado “turismo de ambulância”, com a chegada de pacientes de outros estados ao Sistema de Saúde Municipal.

Segundo ele, “Belo Horizonte está virando um grande importador de doente”. Atualmente são 5 pacientes vindos do Pará, 1 do Rio de Janeiro, 1 do Espírito Santo e 2 de São Paulo.

O prefeito criticou ainda a mineradora Vale, que estaria trazendo doentes de outros estados. “A Vale está achando que BH é o cemitério dela. São vários pacientes, principalmente de Carajás”, afirmou o prefeito, sem precisar detalhes.

Possibilidade de Lockdown

O prefeito ainda não descartou a possibilidade de lockdown — que implica no fechamento total de atividades do município. Não se espantem se BH for a primeira cidade a ser trancada. O povo que vai determinar a abertura de BH ou um lockdown”, afirmou.

Kalil elogiou ainda a ação do prefeito de Nova Lima, Vitor Penido, diante da quebra das regras de isolamento social por parte da população. “Guerra tem erros. Mas imediatamente o prefeito de Nova Lima entrou em ação, entrou pesado, mas apenas naqueles egoístas que não ligam para ninguém, que queriam tomar cervejaafirmou.

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