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Biólogo diz que certificado da Anvisa garante segurança a quem vai tomar vacina

Microbiologista participou do 98 Talks e disse que desconfiança em torno da Coronavac se relacionava ao número baixo de laboratórios chineses que têm certificação; no entanto, ainda na noite desta segunda-feira (21) a Anvisa concedeu certificado de boas práticas à fábrica da vacina após visita ao local

Por Da redação - Saúde22/12/2020
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O microbiologista Frederico Lana participou do 98 Talks na noite desta segunda-feira (22) para tirar dúvidas sobre os imunizantes contra a Covid-19. Segundo ele, a questão não se restringe a pensar apenas nas vacinas, mas na série de insumos que são usadas para sua produção.

Segundo ele, existe a produção de uma série de insumos que vão na vacina: o diluente, o frasco, a agulha, as placas utilizadas no laboratório, entre outros.

Lana disse que a desconfiança em torno da vacina chinesa se justificaria por conta do baixo número de laboratórios certificados pelo país. No entanto, segundo ele, se o imunizante é certificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a segurança se estende a quem vai tomar a vacina.

Ainda na noite de ontem, a Anvisa concedeu certificado de boas práticas à fábrica da vacina Coronavac após visita ao local. O certificado é obrigatório para um eventual registro da vacina no Brasil. O pedido de registro, porém, ainda depende da divulgação de resultados de eficácia do imunizante pelo Butantan.

Velocidade de produção

Segundo ele, não há de se ter nenhuma desconfiança quanto à velocidade das pesquisas e produção das vacinas. "É descabida essa desconfiança. Não existe um tempo para que uma vacina seja produzida. Existe ali os protocolos, as etapas que ela tem que ser produzida, depois testada em cobaias, depois em humanos. Mas hoje a evolução tecnológica é muito grande", avaliou

Preocupação com alergias

Segundo ele, a maior preocupação de todos os laboratórios quando vão lançar qualquer vacina são reações alérgicas. "Pessoas que têm uma tendência a ter reações hipersensibilidade, devem ficar mais atentas. A recomendação inclusive de países que já estão vacinando, incluindo o Canadá, é que pessoas que têm alergias frequentes não tome a vacina por um tempo, até que haja mais pesquisas", explicou.

Soro anti-Covid

Lana falou ainda sobre o soro anti-Covid, que está sendo desenvolvido pelo Instituto Butantan, produzido com base em material colhido no sangue de cavalos infectados com o vírus inativo.

Segundo ele, a vacina é um tipo de imunização ativa - o organismo ativamente vai produzir a defesa contra aquele patógeno. Já o soro é uma imunização passiva - já é o anticorpo, parecido com o soro antiofídico, que é contra uma toxina específica da cobra.

"O soro vai tratar os sintomas. A vacina vai te dar imunidade", explicou.

Confira a entrevista completa: