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Butantan diz que insumos para 8,6 milhões de doses chegam no dia 3 de fevereiro

Instituto disse que, com a chegada da nova remessa, vacinas serão produzidas em 20 dias

Por Da redação (Com Estadão Conteúdo) - Saúde26/01/2021
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O Governo de São Paulo e o Instituto Butantan anunciaram nesta terça-feira (26) que os 5,4 mil litros de insumo para produção da vacina CoronaVac devem chegar ao Brasil no dia 3 de fevereiro.

Segundo o diretor Dimas Covas, com a chegada da remessa, o Butantan produzirá cerca de 8,6 milhões de doses em 20 dias.

O anúncio foi feito em coletiva de imprensa durante a manhã, após uma conferência entre o governo paulista e o embaixador da China no Brasil, Yang Waning.

De acordo com o Butantan, outros 5,6 mil litros estão em processo de liberação pelo governo chinês.

Butantan cobra Ministério da Saúde

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse ainda ter encaminhado ofício ao Ministério da Saúde na última sexta-feira, 22, solicitando informações sobre as intenções da pasta de adquirir mais doses do imunizante desenvolvido contra a covid-19. Segundo Covas, a resposta do Ministério é necessária para que o Instituto planeje a importação de insumos e a produção de novas doses.

De acordo com Covas, com as entregas já previstas, o Instituto deve cumprir o contrato de entregar 46 milhões de doses ao Ministério da Saúde. "Existe a possibilidade de o Ministério da Saúde contratar mais 54 milhões de doses, mas para isso precisamos de uma manifestação do Ministério da Saúde", disse. "O quanto antes houver essa definição, o quanto antes iniciaremos esse planejamento e o quanto antes traremos essas vacinas para o Brasil", completou Covas. "Diante de uma pandemia, nós precisamos ser rápidos, precisamos ter um senso de urgência.".

Segundo Covas, além da demanda brasileira, o Instituto deve honrar a intenção de fornecimento de doses a outros países da América Latina como Argentina, Uruguai, Bolívia e Peru.

O diretor do Instituto também endereçou falas do presidente Jair Bolsonaro - e do governo federal - que busca para si o mérito pela campanha de vacinação contra a covid-19. "Até duas semanas atrás nós não tínhamos contrato com o Ministério da Saúde. E a despeito disso, nós estamos produzindo a vacina e a despeito disso, nós estávamos negociando com outros países aqui da América Latina."