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Colapso hospitalar em Ponte Nova faz região Leste do Sul aderir à Onda Roxa

Medidas mais restritivas passam a valer a partir de domingo. No principal hospital de Ponte Nova não há leitos de UTI nem mesmo para atender pacientes com outras doenças

Por Fernando Motta - Saúde05/03/2021
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A cidade de Ponte Nova, na Zona da Mata, não tem mais leitos de UTI para tratamento da Covid-19. No principal hospital da cidade, o Arnaldo Gavazza, não há leitos de tratamento intensivo nem mesmo para atender pacientes com outras doenças.

Por conta da situação de Ponte Nova, uma reunião de 21 prefeitos na manhã desta sexta-feira (5) determinou que a região Leste do Sul passará para a Onda Roxa do programa Minas Consciente. A medida passa a valer a partir de domingo e irá durar pelo menos 14 dias.

A secretária de saúde de Ponte Nova, Ariadne Salomão, ressaltou as dificuldades com os recursos humanos, já que os profissionais de saúde estão esgotados.

Nesta semana, a prefeitura precisou improvisar dois leitos de CTI comum para atendimento da Covid-19, mas não conseguiu evitar o colapso. Um paciente já precisou ser transferido para o município vizinho de Viçosa.

No segundo maior hospital da cidade, o Nossa Senhora das Dores, os leitos de UTI para atendimento de outras doenças já têm ocupação de 80%.

Os leitos de enfermaria para atendimento da Covid-19 na cidade também estão perto do esgotamento. No Arnaldo Gavazza, 73% estão ocupados, enquanto no Nossa Senhora das Dores, a lotação é de 83%.

Nesta semana, o prefeito Wagner Mol anunciou a criação de 10 leitos de UTI para o hospital Arnaldo Gavazza. No entanto, isso depende da entrega de equipamentos e o prazo ainda não foi fixado.