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Equipe de enfrentamento à Covid-19 já estuda reabertura do comércio em BH

Entretanto, medida precisa ser feita com cautela, alerta o médico infectologista Dr. Estevão Urbano

Por Lucas Rage - Saúde20/04/2020
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O Comitê de enfrentamento à Covid-19, em Belo Horizonte, já prepara um cronograma de volta às atividades do comércio da capital.

A informação foi dada, nesta segunda-feira (20), pelo médico infectologista Dr. Estevão Urbano, que integra a equipe que combate o Sars-Cov-2 em BH.

Em entrevista ao Programa Central 98, Urbano afirmou que o comitê já trabalha com um cronograma de reabertura do comércio. “Obviamente de forma gradual, com responsabilidade”, reitera.

“Quando você fecha uma cidade, você sabe dos efeitos colaterais que isso traz. E estamos falando de um fenômeno mundial. Preocupados com esses efeitos colaterais, desde o primeiro dia nós estamos trabalhando com um cronograma [de reabertura]”, afirmou.

“Esse plano vem sendo desenvolvido desde o início [da pandemia]. As medidas restritivas não excluem a necessidade de se trabalhar um plano de reabertura. Nós fazemos reuniões todos os dias, e muita das medidas que estão sendo tomadas agora vão ser benéficas lá na frente — como o uso universal de máscaras”, diz Urbano.

Segundo o médico, Belo Horizonte tem números positivos da Covid-19, graças à antecipação na implementação das medidas de distanciamento social. 

“BH, menos tendo menor risco que SP, iniciou o distanciamento social uma semana antes de São Paulo. Quando ele se distribui e aumenta de forma exponencial — um, dois, três dias que você ganha — vai fazer muita diferença lá na frente.

De forma empírica, cidades como o Rio e São Paulo deveriam ter entrado no distanciamento social umas duas semanas antes de Belo Horizonte. Eu vejo então que a gente teve o timing mais correto, na hora de entrar nesse distanciamento. O que pode justificar esses números positivos que estamos vendo agora.”

O médico infectologista alertou ainda para o relaxamento nos comportamentos de higienização e isolamento social, por parte da população.

“Quando a calma está muito grande, o cuidado precisa ser redobrado. As pessoas entram em uma zona de conforto — justamente pelas medidas de contingenciamento que foram tomadas”.

Doutor Urbano levantou ainda o risco de aumento no número de casos, principalmente com a chegada do inverno.

“Nós não estamos ainda no platô da epidemia. A epidemia está começando agora. Nós vamos entrar em um platô, em um número de casos mais elevados entre 1 e 2 meses. Estamos chegando no inverno, que é onde você tem maior distribuição e propagação dos vírus respiratórios. Isso tudo precisa ser contrabalançado, por que senão você faz igual cidades que nos deram exemplos. Você tem a sensação de conforto, desmobiliza de maneira irresponsável, e tem uma segunda onda terrível, que ceifa inúmeras vidas. O sistema de saúde satura rapidamente, as pessoas não têm local para se tratar, e quando você precisa retroagir, voltar todo mundo para o distanciamento, aí não há prazo para voltar”, diz.

“É preciso muita cautela, mas dentro desta cautela, já existe um cronograma que foi feito pelo comitê capitaneado pelo Dr. Jackson [Machado]. Mas isso tudo vai depender do aval do prefeito”, afirma.

Confira a íntegra da entrevista com o Doutor Estevão Urbano:



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