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Governo de Minas reconhece 'aumento progressivo na ocupação de leitos'

Previsão inicial apontava que pico de casos da doença aconteceria nesta terça, 9 de junho; no entanto, casos ainda estão em ascensão

Por Fernando Motta - Saúde09/06/2020
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O pico de casos da Covid-19 no Estado deveria ter sido registrado nesta terça-feira (9) de acordo com a previsão inicial feita pela Secretaria de Saúde, levando em conta os parâmetros nacionais aplicados a Minas.

Em entrevista coletiva nesta tarde, o secretário Carlos Eduardo Amaral disse que, segundo essa projeção, Minas teria 2988 casos confirmados da doença em 24 horas. No entanto, segundo o balanço divulgado pela manhã, Minas teve 219 casos de segunda para terça-feira.

Embora enxergue o adiamento do pico como bom sinal, o secretário reconhece que o momento é de aumento na velocidade de transmissão e de ocupação na rede hospitalar.

"Estamos tendo nitidamente um aumento progressivo na ocupação dos leitos", disse. Segundo ele, a média de ocupação é de 72% dos leitos de UTI no Estado, com algumas áreas com ocupação maior. Desse total, 11,86% são de ocupações para casos suspeitos da Covid-19. Já os leitos de enfermaria estão com 70% de ocupação, sendo 7,68% para casos de Covid-19.

Embora a última previsão tenha apontado que o pico ocorreria em meados de julho, Amaral diz que a secretaria trabalha para que o pico não ocorra. "O objetivo maior da SES é que nós não tenhamos pico. Que as pessoas acabem tendo a doença - porque isso faz parte da epidemia - mas que nós não tenhamos pico, que é o que pode trazer de risco assistencial, de estresse na nossa rede de atenção à saúde", explicou.

"Quando nós identificamos aquele pico para meados de julho, nós começamos a entender que estava efetivamente tendo um aumento de casos. Na semana retrasada, nós começamos a fazer videoconferência com todas macrorregiões, com objetivo de sensibilizar os secretários de saúde e prefeitos a terem o máximo de aderência às medidas de isolamento conforme a visão do Minas Consciente, com objetivo de nós também evitarmos o pico que estava programado pra julho", completou Amaral.

O secretário disse ainda que é importante que a sociedade entenda que isso não significa que o Estado superou a epidemia ou que a partir de hoje os números irão baixar.

"É importante a sociedade entender que, mesmo não havendo pico, o vírus vai continuar entre nós, nós vamos ter que conviver com algumas pessoas adoecendo ao longo de um tempo muito grande. Não podemos flexibilizar exageradamente", explicou.

Hospital de campanha

Questionado sobre o uso do hospital de campanha do Expominas, Amaral disse que, embora esteja pronto, ele ainda precisa ser preparado para funcionar adequadamente e revelou que ele poderá ser aberto em módulos.

"Precisamos ter esse hospital de campanha preparado para ser aberto. Existe um intervalo de tempo entre a decisão de abrir esse hospital e ele ter capacidade de operação. Se houver necessidade irão abrir o hospital em módulos", explicou.

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