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Hospital de Campanha em BH começa a receber pacientes com Covid-19 na segunda-feira

O anúncio foi feito na manhã deste sábado pelo governador Romeu Zema

Por João Henrique do Vale - Saúde11/07/2020
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Para tentar diminuir a ocupação de hospitais em Minas Gerais,  que estão cheios devido a pandemia do novo coronavírus,  o Hospital de Campanha em Belo Horizonte será aberto. Na próxima segunda-feira,  30 pacientes serão levados para o Expominas,  onde a estrutura está montada. O anúncio foi feito pelo governador Romeu Zema na manhã deste sábado. 

O Hospital de Campanha conta com 768 leitos, sendo 740 de enfermaria e 28 de estabilização. O custo total para a construção da unidade de saúde foi de R$ 5,3 milhões, sendo que 80% deste valor foi doado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Na segunda-feira, será aberto um primeiro bloco com 30 leitos. Os pacientes que serão encaminhados para o Hospital de Campanha,  são pessoas infectadas com a Covid-19 que precisam de cuidados de média e baixa complexidade.  Em sua maioria,  serão enfermos que já receberam alta das UTIs.  O objetivo é diminuir a ocupação neste tipo de leito. 

“Tomamos todas as medidas para não faltar leitos e rapidamente concluimos esse prédio, o hospital de campanha.  Como conseguimos empurrar a curva muito para frente,  o hospital não se mostrou necessário.  Neste mês de julho estamos no pico da pandemia.  Mês em que teremos mais casos,  óbitos e internações. Então, a necessidade de abrir mesmo tendo vagas no sistema convencional.  Não vamos arriscar”,  afirmou o governador Romeu Zema (Novo).

Segundo ele,  se for necessário,  é possível fazer uma rápida ampliação para atender os pacientes.Vamos abrir 30 leitos a partir de segunda-feira.  De um dia para outro podemos ampliar para 60, 100 ,  150” comentou. “Queremos passar pelo pico com reserva e cautela.  Se o sistema ter uma sobrecarga, podemos usar aqui tranquilamente”, completou. 

Críticas a Kalil

Durante a entrevista coletiva,  Romeu Zema voltou a cutucar o prefeito de Belo Horizonte. Ao ser questionado se está faltando diálogo entre o Governo do Estado e o municipal,  Zema enalteceu o que tem sido feito em outras cidades, sem mencionar a capital. 

“Temos que lembrar que Minas são 853 municípios,  e na Grande BH temos maior movimentação.  Temos a Granbel [Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte] para tratar a interlocução com a capital mineira.  O meu diálogo com a Granbel é muito bom. Se todos prefeitos fizessem o que está sendo feito em Betim, teríamos uma situação bem mais tranquila no estado, finalizou.

O secretário-adjunto de saúde de Minas Gerais,  Marcelo Cabral,  ressaltou que está sendo feito um diálogo constante com os prefeitos e secretários de saúde de municípios da Grande BH. 

Dados atualizados pelo governador Romeu Zema, mostram que 69% das unidades de terapias intensivas em Minas Gerais estão ocupadas,  e 63% das enfermarias.  Na Grande BH,  a ocupação é de 85% das UTIs ocupadas e 69% das enfermarias. 

Boletim epidemiológico 

Minas Gerais registra mais de 73,8 mil casos do novo coronavírus.  Nas últimas 24 horas,  3.727 registros foram incluídos dos boletim epidemiológico.  Os dados foram divulgados neste sábado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES/MG).  Do total, 49.050 pessoas se curaram da doença no território mineiro. 

Já são 1.550 mortes registradas em Minas.  Nas últimas 24 horas,  foram 46 óbitos confirmados. 

Belo Horizonte registra 10.369 casos e 249 mortes.