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Pediatra mantém tratamento de menores com doença rara na própria casa

Pediatra ajuda criança de 8 anos e adolescente de 15 que possuem doença genética

Por Da Redação - Saúde04/05/2020
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Uma médica mineira, moradora de Taiobeiras no norte do estado, teve uma bela atitude para preservar a vida de dois pacientes com doença rara em meio a pandemia do novo Coronavírus. A pediatra Márcia Novaes, que trabalha no hospital Santo Antônio, levou um menino de 8 anos e uma garota de 15, para sua casa para continuar o tratamento de uma doença genética.

Os dois precisam , uma vez por semana, de uma medicação por meio de uma bomba de infusão, essencial para controle da mucopoli - sacaridose. A doutora, que já cuida das crianças a 7 anos, conta que teve preocupação com as crianças depois que a pandemia teve início.

“São crianças que têm uma enfermidade genética que foi descoberta quando elas tinham dois aninhos. É uma doença rara chamada MPS tipo 6 e que afeta os órgãos, coração, pulmão, visão, dá deformidades ósseas... E elas (os dois pacientes) têm tomar uma medicação um vez por semana.” Conta ela.

A médica conta que como o remédio da doença é importando, seu custo também é alto e pra ter acesso a ela é necessário passar por um processo para ter acesso a ele. Márcia também diz que se por acaso algum dos dois pegaram a Covid-19 o risco é grave caso tenham que ser entubados, o que fez com que a sua preocupação com elas aumentasse.

A doutora conta que as crianças de adaptaram a nova rotina convivendo com ela “Eu percebi nessas crianças foi uma alegria que eu ainda não tinha visto e eu até me emociono.” A pediatra afirma que levá-los para sua casa deixa “as crianças” – como ela se refere aos dois “ – mais felizes, “Eles adoram”. Segundo a doutora, os pais também gostam da dinâmica e que por se tratar de um ambiente doméstico, a casa dela tende a ser mais acolhedora do que o hospital.

A médica ainda diz que, pra ela, tratar os pacientes em casa já é um hábito, pois sempre encontra com eles nos finais de semana. Além da atenção que despende aos seus pacientes, a doutora também é voluntária num asilo e explica “Eu gosto do meu trabalho. Eu amo ser médica. Eu vim de uma família muito pobre, e não tenho vergonha de falar, minha família era humilde e eu consegui me formar graças a Deus.” Ela conclui “Eu fiz um juramento a Deus que eu ia sempre ajudar os necessitados, e é isso que faço, e faço medicina com amor.

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