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Prefeitos esperam instituir consórcio para compra de vacinas até o final de março

Belo Horizonte já demonstrou interesse em participar do consórcio formado pela Frente Nacional dos Prefeitos.

Por Fernando Motta - Saúde01/03/2021
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A Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) realizou uma reunião nesta segunda-feira (1º) para dar segmento às tratativas para formação de um consórcio para aquisição de vacinas conta a Covid-19.

Segundo o presidente da FNP, Jonas Donizette, o encontro contou com a participação de representantes de cerca de mil prefeituras.

"Os prefeitos estão sendo muito demandados, principalmente agora que chegamos em um momento limite da assistência", disse Donizete.

De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, a capital mineira já demonstrou interesse em participar do programa.

As prefeituras que tiverem interesse em participarem do consórcio devem se manifestar até sexta-feira (5). Elas terão acesso ao protocolo de intenções e à minuta do projeto de lei que será enviado para apreciação das Câmaras de vereadores de cada município.

A expectativa é que o consórcio seja formalizado no dia 22 de março. Segundo Jonas Donizette, o objetivo principal é a compra de vacinas, mas também será viabilizada a compra de insumos, medicamentos e equipamentos.

O número de vacinas a serem compradas ainda não está definido. "Vamos adquirir o maior número possível. Mas será preciso uma quantidade muito grande. Pois será para o Brasil inteiro", disse o presidente da FNP.

Além de investimentos vindos do Ministério da Saúde, o consórcio ainda trabalha com a possibilidade de receber aporte financeiro de organismos internacionais e da iniciativa privada.

"Estamos trabalhando com todas as vacinas. A informação que nos chega é que poderemos ter cerca de 20 vacinas ou mais aprovadas no mundo nos próximos meses", disse Donizette.

Colapso no sistema de saúde

Questionado sobre a orientação da FNP às prefeituras em relação à possibilidade de lockdown frente à gravidade da pandemia no Brasil, Donizette disse que as administrações municipais devem fazer de tudo para evitar o colapso na saúde.

"Nossa orientação para os prefeitos é que lancem mão de todos os instrumentos para poder evitar um colapso no sistema de saúde. A parte mais dramática é ter que escolher pela vida de uma ou de outra pessoa", avaliou.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil