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Secretário de Saúde diz que não houve 'ilícito' na vacinação de servidores em MG

Após acusação de vacinação irregular de trabalhadores da Saúde em Minas, Carlos Eduardo Amaral disse que Plano Nacional de Imunização não estratifica grupos de servidores a serem imunizados

Por Fernando Motta - Saúde11/03/2021
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Após denúncias de fura-filas na vacinação de servidores da Saúde em Minas Gerais, o secretário de Saúde Carlos Eduardo Amaral deu uma entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (11) para negar que haja qualquer irregularidade. Nesta tarde, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais anunciou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso.

O secretário de Saúde justificou as ações da pasta dizendo que o Plano Nacional de Imunização (PNI) só estratifica os profissionais a serem vacinados até determinado grupo, permitindo que o restante do planejamento seja feito em conjunto por estados e municípios.

Segundo ele, os grupos especificados pelo PNI são: Equipes envolvidas na vacinação e Trabalhadores dos serviços público e privados - Tanto da urgência quanto atenção básica.

A definição dos demais trabalhadores que não aparecem no plano seria atribuição da SES-MG em conjunto com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems/MG).

Pactuação

Segundo Amaral, duas reuniões entre a SES e o Cosems - uma em 29 de janeiro e outra em 9 de fevereiro - definiram os grupos a serem vacinados.

No 11º grupo, estavam "trabalhadores das secretarias municipais e estadual que, em razão das suas atividades, tenham contato com o público".

No 12º grupo, foram citados os demais trabalhadores da saúde, incluindo administrativo".

"Foi publicado hoje um informe do Cosems, ratificando a decisão e reforçando que é a indicação correta para todas as secretarias municipais de saúde. Não vejo nenhum ilícito, nenhuma imoralidade, na vacinação nas secretarias municipais e estadual de Saúde"

Porque incluir

Amaral disse que esses grupos vacinados são responsáveis por: 

  • A vigilância sanitária em hospitais.
  • Envio supervisão e manutenção de equipamentos
  • Organização da rede assistencial nos 853 municípios
  • Visitas a campo em prol do SUS
  • Atendimento ao público externo e interno
  • Ações judiciais
  • Fornecimento de medicamentos

Segundo ele, a imunização dos trabalhadores desses grupos da SES-MG somente se iniciou depois que a pasta enviou doses para 70% dos trabalhadores de saúde de todo o Estado - incluindo a totalidade de profissionais. "Nesse momento toda a linha de frente efetivamente já estava vacinada"

Extratificação

Segundo Amaral, a ordem de vacinação dos servidores da SES-MG foi a seguinte:

  • 1º - Trabalhadores com atividades na rede de free estadual - responsáveis pelo preparo, manipulação e destinação de vacinas que chegam ao Estado, para, então, serem encaminhadas aos municípios
  • 2º - Trabalhadores de triagem, que buscam vagas nas UTIs em hospitais
  • 3º - Trabalhadores da Farmácia de Minas
  • 4º - Trabalhadores que necessitam ir a campo fazendo investigações, vistorias e visitas técnicas
  • 5º - Trabalhadores de almoxarifado, que fazem distribuição de vacinas e seringas
  • 6º - Trabalhadores da Saúde acima de 60 anos em trabalho presencial
  • 7º - Trabalhadores em trabalho presencial

Amaral disse que trabalhadores em home office estariam no grupo, mas somente depois que houvesse distribuição das doses para 100% dos trabalhadores de saúde.