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“Temos estrutura preparada”, diz Secretário de Saúde sobre vacinação Covid em MG

Carlos Eduardo Amaral conversou com o Central 98 sobre a logística de imunização contra o Coronavírus no Estado; confira a entrevista!

Por Lucas Rage e João Pedro Martins* - Saúde27/11/2020
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Minas Gerais já iniciou os preparativos para vacinar a população contra a Covid-19. A declaração foi dada pelo Secretário de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, em entrevista ao Programa Central 98.

Segundo o chefe da pasta, Minas colocou em movimento o plano de logística para a realização da campanha de vacinação contra o novo Coronavírus. "Fizemos uma adaptação das campanhas regulares [de vacinação] para a campanha da Covid. Precisamos garantir os insumos para fazer a vacinação correta", afirma Amaral. 

De acordo com ele, o estado já tem a estrutura para receber os imunizantes, e o foco no momento é ampliar a rede de distribuição para os municípios mineiros. Essa etapa, segundo Amaral, inclui ainda a capacitação de profissionais de saúde, para a aplicação correta dos imunizantes.

Minas tem 50 milhões de seringas

Sobre a chegada dos insumos do imunizante, o responsável pela Saúde do estado afirmou que já iniciou o processo de aquisição dos materiais. "Temos um processo de compra [de vacinas], com a licitação concluída, com a ordem de fornecimento. Já estamos recebendo seringas no almoxarifado do Estado. Em breve vamos distribuir para as regionais. Nós compramos 50 milhões de seringas"

"Os fornecedores se adequaram, nesses seis meses, para fazer o fornecimento adequado dos insumos", completa.

Armazenamento é desafio

Assunto que tem gerado discussões, o armazenamento das vacinas também vem sido debatido pela Saúde do Estado. Segundo Carlos Eduardo Amaral, a solução vem sendo debatida em conjunto com o Ministério da Saúde.

"Ontem mesmo estive no Ministério da Saúde, reunido para alinharmos o plano de contingência estadual. Essa questão do armazenamento [da vacina] precisa estar presente em todos os planos. Ainda não se sabe qual será usada no plano de imunização"

Ainda conforme o chefe da pasta, Minas está preparada para acondicionar vacinas resfriadas, caso seja necessário. "O estado dispõe de uma câmara fria, para receber esse tipo de imunizante”, explica Amaral.O que estamos fazendo, dentro do nosso plano de contingência, é fazer [as vacinas] chegarem rapidamente na ponta".

“Não sabemos qual vacina ficará pronta primeiro”

A vacina a ser priorizada na campanha de imunização em Minas ainda é um mistério. Isso porque, segundo Carlos Eduardo Amaral, ainda não é possível precisar qual imunizante estará disponível primeiro.

 "Ainda não temos a segurança de dizer qual vacina está pronta, e qual será a forma de administração exata da vacina. Essa é a dúvida da literatura, que será dirimida. O que não é adequado é a mistura de vacinas", reitera. 

Vacinação focada em grupos de risco

Sobre o processo de vacinação da população, Amaral defendeu a ciência como critério e a regulação por parte dos órgãos responsáveis. "O que vai acontecer é que teremos grupos que receberão a vacina A, ou B. Esse é o momento da ciência. E quando falamos de ciência falamos da regulação das agências reguladoras, no sentido de validar o trabalho que foi feito"

Ainda sobre a logística da campanha, o Secretário afirmou que o plano é focar em grupos específicos, evitando-se aglomerações nos postos. "Isso é tudo que não queremos: que haja aglomeração nos pontos de vacinação. Vamos ter a chegada de vacinas de modo progressivo (...) Nesse contexto nós já orientamos todas as Unidades Básicas de Saúde dos Municípios a se adaptarem, para ter o fluxo adequado. Limitar o número de acompanhantes, fazer a vacinação priorizando espaços abertos, descentralizar a campanha, focada em um grupo prioritário".

Apesar do plano, definir o grupo prioritário de vacinação, neste momento, ainda é precipitado, conforme Amaral. ”O que nós temos é uma noção, baseado em outras campanhas, é primeiro imunizar os trabalhadores da Saúde, que é o público mais exposto", diz. "A partir daí, irmos para grupos de maior risco: idosos, gestantes, e por aí vai", afirma o Secretário de Saúde. "Terá vacina para esse público, muito bem dimensionada", garante. "Não há risco de faltar vacina neste sentido", finaliza.

(*estagiário sob supervisão de Lucas Rage)

Confira o vídeo da entrevista: