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Saúde

Vacinação pode parar no Brasil? Veja o cronograma de entrega dos imunizantes

O país deve receber novas doses nos próximos meses da Fiocruz, Instituto Butantan e também do consórcio Covax Facility

Por João Henrique do Vale

A suspensão da vacinação contra a Covid-19 no Rio de Janeiro levantou um receio em todo o Brasil. O prefeito Eduardo Paes alegou a falta de imunizantes para tomar a medida. Segundo ele, não há previsão para a chegada de mais doses na cidade. 

Diante desta situação e também pelo temor da população em parar a aplicação das doses em todo o Brasil, a Rádio 98 fez um levantamento para saber qual a previsão de chegada de novos imunizantes aos estados e municípios. 

Vacina Coronavac 

A próxima remessa que deve chegar aos estados e municípios deve ser do Instituto Butantan, que produz a Coronavac em parceria com o laboratório Sinovac. Em 10 de fevereiro, a unidade recebeu 5,6 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA). Com este carregamento, será possível a produção de 8,7 milhões de doses da vacina contra a Covid-19. 

O Governador Joao Doria afirmou, em 10 de fevereiro, que 17,3 milhões de doses devem ser entregues de forma gradual para todo o Brasil pelo Ministério da Saúde a partir de 23 de fevereiro. 

A previsão do Instituto Butantan é entregar 100 milhões de doses da vacina CoronaVac. O cronograma tem previsões para março (18,1 milhões), abril (15,93 milhões), maio (6,03 milhões), junho (6,03 milhões), julho (13,55 milhões), agosto (13,55 milhões) e a última entrega prevista é para setembro (8,8 milhões).

Vacina de Oxford 

Expectativa também para a entrega de vacinas da Astrazeneca/Oxford que estão sendo produzidas na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O instituto recebeu o primeiro lote com 90 litros de IFA em 6 de fevereiro, suficientes para a produção de 2,8 milhões de doses. Em vez de uma remessa mensal de dois lotes, a Fiocruz receberá três lotes em fevereiro. 

A previsão é entregar ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde (MS), em março, 15 milhões de doses da vacina. A primeira entrega, com 1 milhão de doses, deverá ocorrer na semana de 15 a 19 de março. 

De acordo com a Fiocruz, ainda que sejam necessários ajustes no início do cronograma de produção inicialmente pactuado, a produção será escalonada ao longo dos primeiros meses para manter a meta de 100,4 milhões de doses até julho deste ano. 

Covax Facility

O cronograma do Ministério da Saúde para as entregas das doses das vacinas contra a covid-19 pelos laboratórios produtores prevê a remessa de 42,5 milhões de doses pelo consórcio Covax Facility, sendo 2,65 milhões da vacina AstraZeneca em março e de mais 7,95 milhões do mesmo imunizante até junho. O Brasil receberá ainda aproximadamente mais 32 milhões de doses de vacinas contra covid-19 produzidas por laboratórios de sua escolha até o final do ano, conforme cronogramas estabelecidos exclusivamente pelo Covax Facility.

Acordos ainda por vir 

Outros acordos para entregas de vacinas ainda estão em negociação. A Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Seas) do Ministério da Saúde prevê a assinatura de contrato nesta semana para o repasse de das 10 milhões de doses da vacina Sputnik V do Instituto Gamaleya, importadas da Rússia, pela farmacêutica União Química

Quinze dias após a assinatura, o ministério deve receber 800 mil doses. Em abril, com 45 dias após a assinatura do contrato, a entrega será de mais 2 milhões. Em maio outros 7,6 milhões, com 60 dias após a assinatura e a partir da incorporação da tecnologia da produção do IFA, a União Química deverá passar a produzir mais 8 milhões de doses por mês.

Já para a vacina Covaxin – Barat Biotech, a previsão é de receber 20 milhões de doses importadas da Índia e o contrato também deve ser assinado nesta semana. Devem chegar ao Brasil 8 milhões de doses com dois lotes de 4,0 milhões com 20 e 30 dias após a assinatura do contrato. Em abril mais 8 milhões também em dois lotes de 4 milhões com 45 e 60 dias após a assinatura do contrato e em maio 4,0 milhões de doses com 70 dias após o contrato assinado.

(Com informações da Agência Brasil)

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