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Saúde

“Vai demorar 12 meses para que possamos aglomerar”, diz paramédica em Londres

Priscila Currie trabalha no Reino Unido e diz que governo pede cautela, mesmo com início da vacinação

Por Carol Torres

A população do Reino Unido começou a receber a vacina contra a Covid-19 nesta terça-feira (8). A primeira pessoa a receber o imunizante foi uma idosa de 90 anos. A vacina é da farmacêutica norte-americana Pfizer e da empresa alemã de biotecnologia BioNTech.

Em entrevista ao Central 98, a paramédica Priscila Currie, que trabalha em Londres, disse que o governo do Reino Unido está pedindo cautela à população.

A vacina não vai mudar a pandemia de Covid-19 num piscar de olhos. O governo vem sempre falando para nos mantermos calmos e realistas. Temos que continuar nos protegendo e evitando aglomerações mesmo depois da vacinação. Acredito que vai demorar ainda 12 meses para que possamos voltar a aglomerar”, afirmou Priscila. 

O imunizante será aplicado primeiro em profissionais de saúde, integrantes do grupo de risco e em quem convive com essas pessoas como, por exemplo, cuidadores de idosos. De acordo com Priscila, a estimativa do governo é que a vacinação completa da população - com a aplicação das duas doses exigidas pelo imunizante da Pfizer - seja concluída até o início do verão europeu, em junho de 2021.

Essa perspectiva vale para a população do Reino Unido que começou a vacinação primeiro. Se colocarmos isso para o mundo, acredito que até o final do ano que vem teremos as pessoas imunizadas”, acrescentou Priscila.

O uso do imunizante da Pfizer/BioNTech foi aprovado no Reino Unido em caráter emergencial por apresentar segurança, mas os estudos seguem em andamento. O Reino Unido encomendou 40 milhões de doses da vacina, o que permite proteger 20 milhões de pessoas.

Fake News no Reino Unido

Priscila Currie explica que 70% da população no Reino Unido quer receber a vacina contra a Covid-19, mas afirma que as notícias falsas também são um problema enfrentado pelos britânicos.

Teorias da conspiração existem em qualquer parte do mundo. Isso faz parte do ser humano. Temos que ter cuidado com as fake news espalhadas por quem acredita nessas teorias. Isso está causando um problema mundial”, alertou a paramédica.

Veja a entrevista completa com Priscila Currie


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