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Cidades

Abrasel celebra retomada mas pede que PBH dê 'previsibilidade' para novas etapas

Presidente da Abrasel-MG quer criação de tabela de classificação de risco semelhante às ondas do programa Minas Consciente. Segundo ele, cerca de 2/3 do setor ainda não foi contemplado com a reabertura desta segunda

Por Da redação

O presidente da Abrasel-MG, Matheus Daniel, comemorou a retomada dos bares e restaurantes em Belo Horizonte nesta segunda-feira (1º), mas diz que a restrição da venda de bebidas alcoólicas ainda prejudica 2/3 do setor.

Com as novas medidas válidas a partir de hoje, os estabelecimentos podem ficar abertos até às 22h, com o consumo de bebidas no local permitido de 11h às 15h. "Foi um ganho para uma parte do setor, cerca de 30% do setor depende de almoço. Os restaurantes para almoço não deveriam nunca ter sido fechados, porque quem está no serviço essencial tem que ter onde almoçar", disse Matheus.

Segundo ele, o restante da categoria ainda vai ter dificuldade de manter as contas em dia. "Os outros 2/3 não vão ter condição sequer de pagar o salário, porque a venda da bebida alcoólica é responsável por 60% do faturamento de um bar. E se ele não vende a bebida, ele não vende os outros 40%", avalia.

Termo de compromisso

O setor vem tentando buscar alternativas de negociação com a PBH. Segundo Matheus Daniel, foi apresentada um proposta para a criação de um termo de compromisso para os bares.

"O Sebrae se dispôs a ajudar com um treinamento sobre biosegurança e os protocolos alinhados com a vigilância sanitária de BH. A gente faria um curso de 50 a 60 minutos. As pessoas depois seriam obrigadas a entrar nesse site, preencher esse termo e assinar. Em caso de fiscalização, ele vai ter que apresentar esse termo. Se não apresentou, teria 72 horas. Seria uma forma de deixar muito claro para o empreendedor quais são as obrigações dele. É legal você ir num bar que está cheio, está bombando, mas não é a hora. Quem gosta do bar tem que ajudar a preservar o local", diz o presidente da Abrasel-MG.

Tabela de classificação

Matheus Daniel pede ainda a criação de uma tabela de classificação de risco semelhante às ondas do programa Minas Consciente. "A falta de previsibilidade atrapalha demais o setor. Em 4 de dezembro, quando a PBH proibiu a venda de bebidas alcoólicas, era véspera de feriado. Todo mundo estocou e estava pronto para o feriado"

Matheus disse que conversou com líderes de bancada na Câmara Municipal de BH para tentar marcar uma data com o prefeito Alexandre Kalil.

Confira a entrevista completa:



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