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Imagem: João Henrique do Vale / Rede 98

Após reunião, tanqueiros encerram greve

Por enquanto apenas caminhões da Petrobras estão sendo liberados


Por Victor Duarte e João Henrique do Vale

Parte dos trabalhadores do transporte de combustíveis, em Minas Gerais, voltaram ao trabalho nesta sexta-feira (22). A informação foi confirmada pelo Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtanque-MG)

De acordo com o advogado que representa os tanqueiros , Rodrigo Bravim, depois de um acordo feito entre os trabalhadores e as distribuidoras, parte voltou ao trabalho. 

Segundo Bravim, até agora o acordo é apenas com a Petrobras e apenas os caminhões da empresa estão sendo liberados. O advogado informou que há outras negociações estão sendo feitas, o que pode ocasionar na volta de mais trabalhadores. 

O presidente do Sinditanque-MG, Irani Gomes, confirmou a informação e disse que a categoria ainda aguarda uma posição do Estado em relação à alíquota dos combustíveis. 

"Após a sensibilidade das distribuidoras, junto as transportadoras de combustíveis e derivados do petróleo de Minas Gerais, eles resolveram suspender a paralisação até o momento. Mas ainda aguarda uma posição do Governo do Estado referente as alíquotas dos combustíveis", disse. 

Por meio de nota, o Governo de Minas lembrou que a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que estabelece valor fixo para o ICMS dos combustíveis em todo o país. “Todos os Estados da Federação e também o Distrito Federal já se posicionaram contrários à proposta que, se aprovada pelo Senado, vai representar uma perda de R$ 32 bilhões/ano em arrecadação. Somente em Minas Gerais, a perda estimada é de R$ 3,6 bilhões/ano. Essa redução também terá impacto direto nos cofres dos 853 municípios mineiros, uma vez que 25% (R$ 900 milhões) são destinados às prefeituras. Importante ressaltar que esses recursos são essenciais para o funcionamento dos serviços públicos necessários para toda a população”, disse. 

Ressaltou, ainda, que os últimos reajustes nos valores dos combustíveis não se devem ao ICMS cobrado pelos estados, mas, sim, à política de preços adotada pela Petrobras.

Reunião

A decisão de parte dos tanqueiros em retomar os trabalhos veio depois de um reunião entre o Sinditanque-MG e as distribuidoras. Bravim explica que a principal reivindicação é o aumento no preço do frete. 

“Cada empresa tem que negociar diretamente com as distribuidoras. Como o sindicato representa várias empresas, vamos pleitear esse reajuste. Se formos atendidos, a greve será encerrada”, garantiu o advogado. 

Filas e falta de combustível 

A Rede 98 percorreu diversos postos de combustíveis de Belo Horizonte e na região metropolitana. Em todos eles, as cenas se repetiam. Ou longas filas se formavam na entrada dos estabelecimentos, ou os locais estavam vazios devido ao desabastecimento de gasolina, etanol ou Diesel. 

Na porta da refinaria Gabriel Passos, em Betim, na Grande BH, dezenas de caminhões aguardam para abastecer. Mesmo com a presença da Polícia Militar (PM), que está escoltando os motoristas que não querem aderir a paralisação, muitos temem retaliação. 

Um dos condutores, que não quis se identificar, informou à reportagem que está no local desde quinta-feira. “Estou aguardando para abastecer. Preciso levar o combustível para São Roque de Minas. Fico com medo de ter meu veículo quebrado”, comentou.

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