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Cidades

Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Belo Horizonte vai vacinar só adolescentes com comorbidades contra a Covid-19

A Secretaria Municipal de Saúde vai seguir as orientações do Ministério da Saúde

Por João Henrique do Vale

Depois que o Ministério da Saúde restringiu a vacinação de adolescentes apenas para os que possuem alguma comorbidades ou estão em situação de privação de liberdade, Belo Horizonte comunicou que vai seguir as mesmas diretrizes. 

Por meio de nota, a prefeitura afirmou que segue as orientações do Programa Nacional de Operacionalização da Covid-19, do Ministério da Saúde. “Até o momento, Belo Horizonte vacinou apenas os adolescentes de 17 a 12 anos com comorbidades e deficiência permanente e irá seguir a determinação do Ministério da Saúde”, comunicou. 

Betim, na Grande BH, iniciou nesta quinta-feira a imunização de adolescentes sem comorbidades. A estimativa é de que cerca de 5.400 jovens entre 12 e 17 anos sejam vacinados contra a doença no município. 

Procurada pela Rede 98, a prefeitura informou que vai aguardar orientações da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) antes de alterar o calendário vacinal. 

Por meio de nota, a SES/MG afirma que segue as recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.

“Nesse momento, a orientação é que a vacinação contra a Covid-19 dos adolescentes de 12 a 17 anos seja para os com deficiência permanente, com comorbidades, os privados de liberdade, bem como as gestantes, as puérperas e as lactantes, com ou sem comorbidade”, afirmou. 

A pasta afirma que ainda aguarda as orientações do Ministério da Saúde sobre os adolescentes que já tomaram a primeira dose da vacina. 

Recomendação do Ministério da Saúde 

O Ministério da Saúde tirou adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades da lista de grupos cuja vacinação contra a covid-19 é recomendada. 

Na nota, o ministério elenca seis pontos para justificar a decisão. O primeiro item diz que a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda a imunização de crianças e adolescentes com ou sem comorbidades. Na verdade, não há orientação contrária da entidade internacional para a vacinação dessa faixa etária. A recomendação da OMS é para que os menores de idade só sejam imunizados depois que todas as pessoas dos grupos de maior risco estejam vacinadas. 

O documento do ministério, assinado por Rosana Leite de Melo, secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, afirma que a maioria dos adolescentes sem comorbidades são assintomáticos ou apresentam poucos sintomas.

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