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Imagem: MPMG/Divulgação

Câmeras devem ser instaladas em fardas policiais a partir de outubro em MG

Ministério Público e Polícia Militar discutem projeto-piloto que busca reforçar a segurança de militares e da sociedade


Por Déborah Lima

Um projeto-piloto que vai instalar câmeras nas fardas de policiais militares pode sair do papel a partir de outubro. A ideia foi discutida nessa quinta-feira (5) entre Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e Polícia Militar (PM).

De acordo com o MPMG, o projeto que está sendo desenvolvido ainda vai definir as formas e locais de uso pela corporação das câmeras operacionais portáteis (ou câmeras corporais) atreladas a instrumentos de menor potencial ofensivo, notadamente pistolas de emissão de impulso elétrico.

O projeto aborda também a criação de normas administrativas pela PM sobre treinamento e utilização desses equipamentos. A reunião foi presidida pelo procurador-geral de Justiça Adjunto Institucional, Carlos André Mariani Bittencourt. 

Recursos liberados

Em 2021, o Fundo Especial do Ministério Público de Minas Gerais (Funemp) aprovou R$ 4,2 milhões em recursos para a compra de centenas de câmeras corporais e pistolas de impulso elétrico e outros materiais.

“O uso das câmeras, em conjunto com os outros equipamentos, irá produzir maior segurança para o trabalho policial e trazer maior transparência para a ação. E o projeto-piloto nos dará condições de avaliar o funcionamento e de desenhar o melhor uso desses equipamentos”, afirmou o chefe do Estado-Maior, coronel Eduardo Felisberto Alves. 

Neste momento, a PM realiza o processo de aquisição dos equipamentos e a elaboração do procedimento operacional padrão. Em seguida, a corporação realizará o treinamento da tropa.

Proteção reforçada

Para o coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos e de Controle Externo da Atividade Policial (CAO-DH), promotor de Justiça Francisco Angelo Silva Assis, os equipamentos vão proporcionar ao policial uma melhor estrutura para o combate ao crime e vai trazer ganhos para o policial e para a sociedade.

“Esperamos para este ano já ter resultados sobre o uso desses equipamentos, tanto para a proteção do policial - que terá como melhor fundamentar suas intervenções, evitando o uso de arma de fogo em certos casos - quanto para o cidadão, que terá mais um elemento de proteção”, disse. 

(Com Assessoria de Comunicação do MPMG)


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