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Cidades

Imagem: MPMG/Divulgação

Canto da Rua Emergencial encerra as atividades nesta sexta-feira

Projeto atendeu moradores em situação de rua durante a pandemia de Covid-19

Por João Henrique do Vale

O projeto Canto da Rua Emergencial, criado para atender os moradores em situação de rua em Belo Horizonte durante a pandemia de Covid-19, vai encerrar as atividades nesta sexta-feira. Desde de julho de 2020, foram atendidas aproximadamente 10 mil pessoas, uma média de 775 por dia, na Serraria Souza Pinto.

A coordenadora da Pastoral Nacional de Rua, irmã Cristina Bove, afirma que as ações foram importantes para atender a população em um momento de fragilidade. “Hoje estamos encerrando as atividades do canto da rua emergencial. Foi mais de um ano de atendimento da população de rua que estava sofrendo os impactos da pandemia”, afirmou. 

A irmã também cobra mais políticas públicas voltadas para a população em situação de rua. “Vamos celebrar essa vida e fortalecer a nossa esperança e do povo que grita por dia melhores. O povo da rua quer pão, Trabalho, moradia e quer viver. E isso que vamos levar como legado para que a sociedade, o poder público e o sistema da Justiça assuma este grito, e possam implantar políticas públicas que sejam eficazes para apoiar a população para superar a situação de rua”, disse. 

O que fala o Governo de Minas e a Prefeitura?

Por meio de nota, a prefeitura de Belo Horizonte afirmou que assumiu integralmente em setembro de 2020, com previsão de término em dezembro do mesmo ano e que foi prorrogado para 2021. Informou, ainda, que investiu mais de R$ 5,2 milhões no projeto. A Prefeitura informou, também, que vem fazendo a ampliação do atendimento social, chuveiros, banheiros, guarda de pertences pelos Centros de Referência da População em Situação de Rua e a oferta de alimentação gratuita pelos Restaurantes Populares.

A alteração está prevista no Plano de Reordenamento dos Serviços para a População em Situação de Rua e será realizada diante da necessidade de reordenar essa grande unidade e atender às normas do Sistema Único de Assistência Social, com atendimento em unidades menores para ampliar a qualidade do atendimento. A partir da expansão pretendida pelo município, será possível o atendimento de até 1.200 pessoas diariamente (600 por turno) e a integração de outras políticas públicas municipais em um único espaço.

Já a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) afirmou que, juntamente com a Pastoral em Situação de Rua, entidade executora do serviço emergencial estuda os benefícios advindos do projeto para agregar nas atuais políticas públicas existentes para a população em situação de rua.

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