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Imagem: Déborah Lima / Rede 98

Capitólio: empresários criam projeto para estimular turismo na cidade

Expectativa é chegar a 80% de ocupação já nos próximos feriados e verão


Por Déborah Lima

Lugar de aventura e descanso em meio a belezas naturais, Capitólio, cidade do Sudoeste de Minas, tem tentado recuperar seus turistas desde janeiro, quando uma tragédia envolvendo o desprendimento de uma rocha nos cânions matou 10 pessoas.

Foi lançado, nesta quinta-feira (5) o “Capitólio em Movimento”. O projeto – força da iniciativa privada, com o apoio do poder público – surge para organizar o setor, que registrou queda nos últimos meses.

Entre as ações, o grupo pretende:

  • mostrar as possibilidades de experiências que Capitólio oferece para públicos diversos (aventura, gastronomia, esportivo) 
  • fazer pesquisa de percepção do turista sobre a cidade
  • promover eventos no destino para atrair público
  • capacitar os profissionais de turismo
  • investir na divulgação (marketing, publicidade) do destino

Com as iniciativas do projeto, os empresários apostam no aquecimento do setor. A expectativa é chegar a 80% de ocupação já nos próximos feriados e verão.

A iniciativa nasceu com um grupo de 50 empresários e profissionais que resolveram se organizar, dialogar e agir para promover o destino e mostrar que a cidade, além de passeios de lancha, é privilegiada com uma diversidade de mais de 30 atrativos turísticos, entre passeios de 4x4 e balão, cachoeiras, cachaçarias e empórios especializados em queijos da Serra da Canastra.

Cânions

Vale lembrar que a área dos cânions, que havia sido interditada logo após o acidente, já foi reaberta para visitação desde o início de abril.

A visita aos cânions, entretanto, passou por alterações: o acesso de embarcações deve ser restrito, o uso de capacete por turistas e tripulantes será obrigatório. Também fica proibido o uso de som mecânico nas formações rochosas.

Além das restrições, os cânions devem ser fiscalizados — diariamente — por uma equipe de especialistas.

Investigação

A Polícia Civil descartou culpados no desastre que ocorreu em 8 de janeiro.

De acordo com o inquérito, concluído em 4 de março, mais de 50 pessoas foram ouvidas, entre testemunhas; turistas, empreendedores, representantes do poder executivo e engenheiros. O inquérito contou, ainda, com perícias e documentos públicos.

“Para a Polícia Civil, não houve ação humana que tem nexo causal com a queda [da rocha]”, afirmou o delegado Marcos Pimenta, que chefiou as investigações em Capitólio.

Entretanto, as autoridades reforçaram a importância da implementação de ações de fiscalização e monitoramento de formações rochosas da região.

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