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Imagem: Fundação Ezequiel Dias (Funed) / Divulgação

Chega a nove o número de casos de varíola dos macacos em Belo Horizonte

Governador Valadares também confirmou o primeiro caso da doença na cidade


Por João Henrique do Vale

Os casos de varíola dos macacos aumentam a cada dia em Minas Gerais. A Prefeitura de Belo Horizonte confirmou, nesta quinta-feira, que nove moradores já foram diagnosticados pela doença. Outro registro aconteceu em Governador Valadares, na Região do Rio Doce. 

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) da capital mineira já confirmou nove casos. São moradores, do sexo masculino, com idades entre 23 e 38 anos. Todos os pacientes, segundo a pasta, têm histórico de viagem para São Paulo. 

Um dos homens segue internado em uma unidade de saúde da capital por dificuldade de isolamento domiciliar. As pessoas que tiveram contato com os doentes estão sendo monitoradas. 

A Prefeitura de Governador Valadares confirmou o primeiro caso na cidade. A Fundação Ezequiel Dias (Funed) divulgou o resultado positivo na noite de quarta-feira. O paciente, que permanece estável clinicamente, recebeu alta do Hospital Municipal (HM) e mantém isolamento domiciliar.

Paciente e a pessoa que teve contato seguem monitorados pela Gerência de Epidemiologia do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) e por uma equipe da Atenção Primária à Saúde do município.

Casos em todo o estado 

Boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) confirma oito casos da doença. Sendo, seis moradores de Belo Horizonte e dois de Sete Lagoas. Ou seja, três casos confirmados na capital mineira e também a notificação de Governador Valadares ainda não entraram para a lista. 

Transmissão

A varíola dos macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode ser por abraço, beijo, massagens ou relações sexuais. A doença também é transmitida por secreções respiratórias e pelo contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies utilizadas pelo doente.

Não há tratamento específico, mas os quadros clínicos costumam ser leves, sendo necessários o cuidado e a observação das lesões. O maior risco de agravamento acontece, em geral, para pessoas imunossuprimidas com HIV/AIDS, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos de idade.

Os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início dos sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele, geralmente na boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.

Para a prevenção, deve-se evitar o contato próximo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado, assim como com qualquer material que tenha sido usado pelo infectado. Também é importante a higienização das mãos, lavando-as com água e sabão ou utilizando álcool gel.


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