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Imagem: Renato Cobucci / Imprensa MG

Com estoque abaixo do ideal, banco de leite humano precisa de doadoras

Maternidade Odete Valadares é a primeira a implantar posto de coleta no país, espaço fechou abril com déficit de 25%


Por Agência Minas

O Banco de Leite Humano (BLH) da Maternidade Odete Valadares (MOV), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), necessita, com urgência, de novas doadoras.

Os 186 litros captados em abril não foram suficientes para atender integralmente à demanda e ficaram 25% abaixo do quantitativo de 250 litros mensais, considerado ideal para o número de usuários do serviço. Cada litro de leite materno doado alimenta dez bebês prematuros.

De janeiro a abril deste ano, chegaram às geladeiras da unidade 708 litros, provenientes de 823 doadoras, o que representa uma média de 177 litros por mês.

O leite humano captado pela MOV beneficia não apenas os recém-nascidos atendidos pela unidade hospitalar, como também crianças de maternidades parceiras. Em seus 35 anos de existência, o BLH captou 110 mil litros de leite humano. Entre o ano passado e os primeiros quatro meses deste ano, quase 2 mil bebês foram beneficiados.

“Com a baixa dos estoques observada nos últimos dois meses, deixamos de atender alguns bebês maiores que poderiam estar recebendo exclusivamente leite humano pasteurizado. Além disso, existem outros hospitais parceiros que também têm muitos bebês”, explica a psicóloga e coordenadora do Banco de Leite Humano da Maternidade Odete Valadares, Maria Hercília Barbosa.

Segundo ela, é necessário renovar o quadro de doadoras, porque muitas mulheres retornaram ao trabalho, e a dupla jornada, muitas vezes, dificulta a doação.

Gesto que salva vidas

O Dia Mundial de Doação de Leite Humano (19/5) e Internacional de Sensibilização para o Método Canguru (15/5) representam, para as centenas de mães de bebês prematuros e de baixo peso atendidos pela MOV, a lembrança de que amamentar é uma ação que salva vidas.

Por isso, é fundamental que o número de doadoras do BLH permaneça dentro do ideal, ou cresça, para assegurar a manutenção do estoque e a assistência aos recém-nascidos.

No ranking mundial de nascimentos de prematuros, o Brasil ocupa a 10ª posição. Nesse cenário, o combo amamentação/método Canguru estão ligados de forma essencial: um fortalece o outro. “O método Canguru é protetor do aleitamento materno”, reforça a médica pediatra do BLH da MOV, tutora e coordenadora do método Canguru no estado, Sandra Ornelas.

Ela explica que o método é um cuidado humanizado ao recém-nascido prematuro, e de baixo peso, e à sua família, já que traz uma série de benefícios para o bebê. Ele consiste no contato pele a pele da criança com a mãe e o pai. A Maternidade Odete Valadares também é referência estadual para o método Canguru.

Seminário

Na próxima segunda-feira (23/5), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), juntamente com a Rede Mineira de Bancos de Leite e Postos de Coleta de Leite Humano (PCLH), realizará o “Seminário Doação de Leite Humano: Gotas de Amor por um Mundo Melhor”. O evento acontece a partir das 8h. A transmissão será aberta ao público, pelo canal da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano no Youtube.

Na programação, representantes dos 12 bancos de leite humano do estado vão apresentar suas experiências acerca do aleitamento materno e doação de leite humano. Em seguida, uma mesa redonda vai se aprofundar em temas como a parceria entre atenção primária e secundária com os bancos na formação de postos de coleta e a importância do leite humano no âmbito da prematuridade.

Os integrantes da mesa serão o coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, João Aprígio Guerra de Almeida, da Fiocruz, a enfermeira Maria de Lourdes Miri Megda, da prefeitura de Belo Horizonte, e a pediatra neonatologista Daniela Marques Ferreira, do Hospital Universitário da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

​Segundo a responsável pela Coordenação Materno Infantil da SES-MG, Natália Oliveira Dias, o seminário tem por objetivo celebrar o dia Mundial de Doação de Leite Humano, bem como destacar e dar visibilidade “ao importante papel que os bancos de leite e postos de coleta possuem na rede de atenção à saúde”.

A coordenadora lembra que Minas Gerais possui 12 bancos de leite humano e 30 postos de coleta e que, para manter o atendimento, são necessárias campanhas constantes de conscientização da população. “Todos os bancos de leite precisam aumentar suas doadoras constantemente, para atender a demanda de bebês prematuros. Precisamos aumentar os estoques”, completa Natália.

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