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Imagem: Carlos Alberto / Imprensa MG

Com leilão, Aeroporto da Pampulha pode ter volta de voos comerciais; entenda

O grupo CCR, que também é responsável pela BH Airport, que controla o Terminal Internacional, em Confins, assume o terminal

Por João Henrique do Vale

Depois do leilão que concedeu o Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, conhecido como Aeroporto da Pampulha, à iniciativa privada, muitas dúvidas ainda tomam conta de moradores de Belo Horizonte. A principal delas é sobre o retorno dos voos comerciais ao terminal. De acordo com Gabriel Fajardo, subsecretário de transporte e mobilidade do Governo de Minas, eles podem voltar, mas, para isso, uma resolução do Conselho de Aviação Civil (Conac) tem que ser revogada. 

A resolução é de 2017. A Conac vetou o retorno dos voos comerciais apontando alguns impactos que poderiam ocorrer. Entre eles, a diminuição de voos no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, aumento do preço da passagem, e perda na qualidade do serviço no Aeroporto da Pampulha. 

Com a concessão do terminal ao grupo CCR, empresa responsável pela BH Airport, que controla o Terminal Internacional, em Confins, a retomada dos voos comerciais podem ser retomados. O grupo venceu a concessão com um lance de R$34 milhões.

“Temos um restrição operacional, por causa da resolução número ,1 de 2017, da Conac, mas a sinalização do Ministério da Infraestrutura é que vai ser revogado e, portanto, a gente conseguiria operar voos comerciais de longa distância na Pampulha. Isso sendo efetivado, sem dúvidas nenhuma, vamos conversar com a concessionária para ver quais as atividades que conseguiríamos explorar no terminal”, explicou Gabriel Fajardo. 

Expansão e requalificação 

A empresa que venceu a licitação já deve fazer investimentos no Aeroporto da Pampulha no início do contrato. Entre as obras, está a expansão do terminal. “Muita coisa muda para os usuários. A partir de agora, uma empresa privada, contratada pelo estado, será responsável em fazer investimentos neste período inicial do contrato. Nos primeiro 36 meses, cerca de R$ 64 milhões de investimentos para que a gente consiga a requalificação e expansão do aeroporto. O objetivo é fazer da região da Pampulha uma nova Belo Horizonte uma nova região metropolitana”, disse Fajardo. 

O subsecretário acredita que a vitória na concessão por parte da CCR pode ser benéfica, já que o grupo já controla o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte. "Na verdade, a concorrência foi para quem dava o melhor lance. O estado não tinha preferência por operador específico. Tendo sido selecionada o grupo CCR, que é responsável pela BH Airport, que controla o Terminal Internacional, em Confins, acredito que podemos ter um ganho de escala, uma dinamicidade entre os dois aeroportos. Até para que a gente consiga que o Aeroporto da Pampulha cumpra e seja um desenvolvedor que há muito tempo não foi como estatal", finalizou.  

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