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Cidades

Comerciantes e empresários respiram aliviados com reabertura do comércio em BH

Entidades que representam empresários do setor de comércio e serviços reforçam que todos devem ter responsabilidade para ajudar a enfrentar a pandemia, inclusive o público

Por Marcello Oliveira

A notícia de que Belo Horizonte será reaberta a partir da próxima quinta-feira (22) não surpreendeu as lideranças de entidades que representam os comerciantes e empresários da cidade. O prefeito da capital, Alexandre Kalil, anunciou que as medidas restritivas que vigoram há mais de um mês serão relaxadas ainda nesta semana e com isso, o comércio voltará a funcionar, ainda com restrições de clientes, horários e dias da semana para abertura.

O presidente da CDL/BH, Marcelo Souza e Silva lembrou, em entrevista para a Rádio 98, que Belo Horizonte foi a cidade que mais tempo ficou fechada em 2020 e agora em 2021 também. “A circulação de dinheiro está bem menor no comércio, a situação de endividamento dos comerciantes está bem crítica, não esperávamos que fosse diferente sobre a reabertura, na verdade acho que já deveria ter sido reaberto na última sexta”. Silva ainda reforçou que o Dia das Mães está chegando e é a segunda melhor data para o comércio. “É muito importante o comércio está funcionando integralmente para o dia das mães, a segunda melhor data do ano para o comércio.” Questionado sobre a possibilidade de novo fechamento caso os números da pandemia piorem no Brasil, o presidente da CDL disse não temer, pois, para ele, o comércio não impacta na disseminação do vírus. “Estamos cobrando da prefeitura que fiscalize as medidas de segurança para impedir a disseminação do vírus sem impactar negativamente no comércio porque, na verdade, não existe nenhuma comprovação científica que mostra que o comércio aberto dissemina o vírus pela cidade. Se olharmos do início do ano até agora, vamos ver que o índice de isolamento social permaneceu o mesmo, com ou sem fechamento do comércio. Vamos fazer nossa parte e exigir que a prefeitura faça dela, pois assim ninguém fica prejudicado, mas não podemos mais tolerar abusos como festas clandestinas, ônibus lotados e tudo aquilo que contribui para a contaminação”, disse.

Perguntado o que, segundo ele, causou a queda dos índices de Covid-19 em BH, Marcelo Souza e Silva foi além da falta de um respaldo científico que coloque a culpa da piora ou melhora de índices no comércio. “O povo está se cuidando mais, se semanas atrás a gente via notícias de várias festas clandestinas sendo fechadas pela polícia, agora estamos vendo apenas numa no fim de semana, é o povo se cuidando mais, tendo mais cuidado e também a vacinação andando”, finalizou.

Bares e restaurantes voltam a funcionar, mas bebidas alcoólicas não poderão ser vendidas após 16h. Outra mudança é que playground infantil e música ao vivo não serão autorizados. Matheus Daniel, presidente da Abrasel, entidade que representa os proprietários de bares e restaurantes de Belo Horizonte, criticou a medida. “A linha que a prefeitura segue prejudica o nosso setor, mas eles estão sendo coerentes com a proposta deles (de combate à pandemia), tinha que reabrir mesmo, ainda mais agora com a queda nos índices, porém é importante lembrar que a prefeitura mantenha os leitos abertos recentemente nos cálculos dos índices para que o comércio e bares permaneçam abertos e mesmo abertos, por não poder ter música ao vivo e nem playground para as crianças, isso acaba prejudicando, pois são dois grandes atrativos, principalmente aos fins de semana”, explica. Matheus também falou da responsabilidade dos frequentadores dos bares e dos próprios donos de estabelecimentos. "Todos devem fazer sua parte e se todos os protocolos forem respeitados, o comércio fica aberto e ninguém se prejudica", finalizou.

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