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Cidades

Imagem: Marcílio Lana | UFMG

Em parceria com UFMG, BH vai ganhar Centro Nacional de Vacinas

A unidade recebe investimentos da prefeitura de Belo Horizonte e do Governo Federal

Por João Henrique do Vale

Os problemas vividos durante a pandemia de Covid-19 na busca por vacinas e de insumos necessários para a produção de imunizantes pode estar no fim. Um centro nacional de vacinas está sendo construído em Belo Horizonte pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com investimentos da prefeitura e do Governo Federal. A unidade será responsável por produzir imunizantes 100% brasileiro e voltados, por exemplo, para doenças como a Dengue, Zika e Chikungunya.

Em entrevista coletiva neste domingo, para falar sobre a Spintec, vacina produzida pelo CT Vacinas da UFMG contra a covid-19, o ministro de ciência, tecnologia e inovação, Marcos Pontes, ressaltou a importância deste novo centro para o Brasil. “Vamos produzir insumos farmacêuticos para testes, vamos conduzir testes. É um laboratório que o Brasil precisa”, afirmou. 

O ministro disse, ainda, que o governo federal vai investir na construção deste Centro. “O ministério vai entrar com R$ 50 milhões para o desenvolvimento do Centro Nacional”, comentou. A Prefeitura de Belo Horizonte também já investiu R$30 milhões cedeu um lote, na Rua Carlos Pinheiro, Bairro Minas Gerais, Região Noroeste da capital mineira, para a construção da unidade. 

O secretário de pesquisa e formação científica, Marcelo Morales, comentou que o país pode desenvolver vacinas para outras doenças. “Queria agradecer e parabenizar a UFMG. Teremos capacidade de produzir vacinas para outras doenças, como dengue, zipa e chikungunya”, disse. 

Testes da Spintec 

 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está analisando, desde sexta-feira, o pedido da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para realização de estudo fase 1 e 2 da vacina SpiNTec, imunizante da instituição de ensino mineira,  em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed). 

De acordo com Pontes, essa vacina está na frente de outras que estão sendo produzidas no Brasil. “Temos investimentos em 15 vacinas diferentes com toda tecnologia brasileira. E outra em parceria com os EUA. Por isso, queria parabenizar a UFMG”, comemorou. O ministro também ressaltou a importância de se ter uma vacina brasileira. “Fato de ter vacinas nacionais é que elas serão usadas na vacinação anuais. Teremos capacidade de analisar as variações e podendo atender a logística necessária para o ministério da saúde”, completou. 

Os testes

A UFMG tentar os testes em humanos. De acordo com a Anvisa, “análise considerará a proposta do estudo, o número de participantes e os dados de segurança obtidos até o momento nos estudos pré-clínicos que são realizados em laboratório e animais”. 

De acordo com a UFMG, a fase 1 contará com a participação de aproximadamente 40 voluntários. Nesta etapa,  o objetivo é avaliar a segurança da vacina, e identificar se ela provoca ou não efeitos adversos.

Já na fase 2 número de voluntários deve ficar entre 150 e 300 pessoas. Este teste busca comprovar a capacidade imunogênica da vacina. 

A plataforma tecnológica usada na vacina é a combinação de diferentes proteínas para formar uma única e por não usar exclusivamente a proteína S, na qual se dá a maioria das mutações, as chances de sucesso desse imunizante no combate às novas variantes são bastante elevadas

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