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Imagem: Amira Hissa / PBH

“Estamos sendo sabotados”, diz Kalil sobre situação dos ônibus de BH

Prefeito falou sobre falta de linhas nas ruas da capital, durante o feriado de Carnaval


Por Lucas Rage

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD) falou sobre os transtornos que vêm sendo enfrentados por quem depende do transporte público da capital mineira neste Carnaval. Declaração foi feita durante entrega de obras da Horta Comunitária Coqueiro Verde, no bairro Conjunto Paulo VI, ocorrida na manhã desta terça-feira (1)

Segundo o chefe do Executivo Municipal, a Prefeitura vem sendo alvo de “sabotagem”, e a redução das linhas tem por consequência o funcionamento parcial do comércio de BH. O alvo de críticas, desta vez, foi a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) e seu presidente, o empresário Marcelo de Souza e Silva

“O transporte público está passando por um período de sabotagem. Assim, né? Sabotagem clara. Eles estão querendo realmente que colapse. E essa confusão foi feita na hora que os comerciantes foram a meu chamado na prefeitura”, afirmou Kalil. “Estava tudo acertado, [para quem quisesse] abrir tudo, já que tinha data de repor os dias. Mas a sabotagem, ela agora é explícita”, completou.

A fala do prefeito se refere à convenção coletiva dos comerciários, referente ao ano de 2022. Acordo impede que funcionários trabalhem durante o feriado de Carnaval. Segundo Kalil, medida teria sido arquitetada pelo presidente da CDL/BH, para prejudicar o municípío. 

“Então quer dizer se fosse feriado, se não fosse conversado, se os comerciários não tivessem falado na minha sala que ‘não não nós vamos trocar’, essa confusão não estava feita”, desabafou o prefeito. 

O fechamento do comércio foi usado como justificativa, tanto pelas concessionárias de ônibus, quanto pela CBTU, para a redução de viagens em BH. A medida acontece a despeito de recomendação da BHTrans.

“Multas não adiantam”, diz prefeito

Ainda segundo Kalil, o impacto das multas aplicadas às empresas de ônibus é insuficiente para mobilizar as concessionárias a colocarem mais ônibus nas ruas. “Eles não pagam gente, vamos ser sinceros, vão ser multados manda a lei. Agora, o que adianta ser multado se a população está sendo sacrificada por sabotagem Não adianta”, afirmou o prefeito. 

Questionada sobre as declarações pela reportagem, a CDL/BH respondeu por meio de nota:

"A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) desconhece as razões que levaram o prefeito Alexandre Kalil a tentar terceirizar a sua responsabilidade daquilo que ele não teve competência para resolver: os graves problemas do transporte coletivo em nossa capital. 

Afinal, todos sabem que a culpa da má gestão e também da fiscalização ineficiente do funcionamento do transporte coletivo na cidade é uma responsabilidade única e exclusiva da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte."

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