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Cidades

Falha mecânica e medo; veja o que disse motorista de ônibus da tragédia na BR-381

Luiz Viana de Lima prestou depoimento nessa segunda-feira e deu a versão sobre a queda de ônibus de ponte em João Monlevade

Por João Henrique do Vale

O depoimento do motorista Luiz Viana de Lima, que conduzia o ônibus que caiu de uma ponte na BR-381, durou aproximadamente três horas. O homem afirmou que o veículo apresentou problemas mecânicos antes de cair de uma altura de aproximadamente 35 metros. Sobre sua fuga do local, disse que foi por medo de ser agredido. A tragédia deixou 19 mortes.

De acordo com o delegado Paulo Tavares, durante o depoimento, o motorista estava abalado e chegou a chorar várias vezes durante a fala. O motorista disse que o ônibus apresentou problema mecânico durante a viagem. O veículo passou por manutenção e algumas peças foram trocadas. Segundo o condutor, houve uma falha no freio no momento do acidente.

Ao ser questionado dos motivos que o levaram a deixar o local do acidente, Viana afirmou que temia ser agredido. "Ele fugiu, segundo ele, porque ficou com medo. Muitas pessoas que paravam no local, alguns outros motoristas, estavam procurando por ele, perguntando cadê o motorista. Então ele se sentiu acuado e resolveu fugir”, afirmou o delegado.

A filha dos donos da empresa Localima, dona do ônibus envolvido na tragédia, também foi ouvida.  A mulher esteve em João Monlevade para dar suporte às vítimas e familiares. Ela apresentou um documento que comprova a um contrato de arrendamento do veículo entre a Localima e a JS Turismo.

Os responsáveis legais ainda não prestaram depoimento. Segundo a mulher, a mãe, que é a dona da empresa, e o pai, que é o gerente, não conseguiram vir à Minas Gerais porque estão abalados com a situação.

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