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Imagem: ALMG / Divulgação

Forças de segurança mantém greve após reunião com Governo de Minas acabar sem acordo

As duas partes tiveram um encontro na manhã desta quinta-feira e não avançaram nas negociações


Por João Henrique do Vale

As forças de segurança de Minas Gerais seguem em greve. As categorias se reuniram com o Governo de Minas, nesta quinta-feira, para discutir o reajuste salarial. Porém, o encontro terminou sem acordo. Uma manifestação está marcada para acontecer na próxima quarta-feira em Belo Horizonte. 

A segurança pública quer que o acordo firmado em 2019 seja cumprido. Naquela época, o governador Romeu Zema (Novo) firmou um acordo para o pagamento da recomposição em três parcelas: 13% a serem pagos em julho de 2020, 12% em setembro de 2021 e 12% em setembro de 2022. Até o momento, somente uma das parcelas foi paga pelo Executivo Estadual.

O Governo de Minas fez uma proposta de reajuste de 10,06% para todo o funcionalismo público. Zema propôs para a segurança pública, além do aumento salarial, a ampliação do auxílio fardamento ou vestimenta para três parcelas. Antes, o pagamento era feito de uma só vez. 

Nesta quinta-feira, representantes das forças de segurança tinham a expectativa de avançar nas negociações. Porém, saíram da reunião com a secretária de planejamento e gestão, Luisa Barreto, decepcionados. “O Governo continua insensível com as demandas e reivindicações da segurança pública. Seguimos na estrita legalidade”, comentou Aline Risi, da Associação dos Escrivães da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Aespol-MG)

O sargento Marco Antônio Bahia, representante da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra-MG), também mostrou insatisfação. “O Governo trouxe apenas números e dizendo que não tem condições de fazer nenhum tipo reajuste diferenciado dos demais servidores. Ele está apostando no caos”, comentou. 

Posição do Governo de Minas 

Para a secretária Luisa Barreto, o diálogo foi produtivo. “Não tínhamos tido a oportunidade de estar com os sindicatos e associações. Fizemos a reunião para escutar as demandas e expor também a posição do governo do que é possível em termos legais, principalmente, conceder atualmente. A realidade que a gente tem é que o Estado está acima do limite de pessoal da Lei de Responsabilidade Fiscal. Precisávamos esclarecer isso e demonstrar isso às forças de segurança”, disse ao fim do encontro. 

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