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Cidades

Governo de Minas avalia novo traçado para o Rodoanel

O traçado alternativo foi proposto pela Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda), que alega futuros danos ambiental com o projeto inicial da rodovia

Por João Henrique do Vale

O projeto inicial do Rodoanel Metropolitano pode sofrer mudanças. A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) está analisando um traçado alternativo apresentado pela Associação Mineira de Defesa do Ambiente (AMDA). A entidade prevê danos ambientais na construção da via. 

A construção do Rodoanel vai contar com recursos do acordo entre o Governo de Minas e a Vale, pela reparação dos danos provocados pelo rompimento da Barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. A expectativa é que as obras têm início em 2023, com previsão de término em 2027

O Rodoanel está previsto para ser construído em quatro alças. A Oeste e Norte irão passar por Betim, Contagem, Ribeirão das Neves e Sabará. Já as alças Sudoeste e Sul beneficiam diretamente região afetada pelo rompimento da barragem em Brumadinho e retiram a necessidade da utilização do Anel Rodoviário em Belo Horizonte, em especial da região do Betânia, cenário de acidentes graves nas últimas semanas.

O questionamento da AMDA é sobre a alça Sul, que terá 17 quilômetros. A entidade alega que a obra desta parte do projeto pode provocar “gigantescos impactos socioambientais”. A entidade alega que haverá a supressão de grande quantidade de vegetação natural envolvendo tipologias como Floresta Estacional Semidecidual, Cerrado e Campos de Altitude, em Brumadinho e Nova Lima

A AMDA destaca, ainda, que o traçado proposto cortará áreas das serras do Rola Moça e dos Três Irmãos, que protegem o manancial de água do Rio Paraopeba. O Monumento Natural da Serra da Calçada que abriga o Forte de Brumadinho, também será diretamente impactado.

Traçado diferente 

A AMDA propôs ao Governo de Minas a mudança do traçado. A via passaria por Ibirité e Belo Horizonte, margeando o Parque Estadual da Serra do Rola Moça, utilizando parte da faixa de domínio da alça Ferroviária Águas Claras – Ibirité

Na altura do Bairro Olhos D’Água, seria lançado em túnel sob a Serra do Cachimbo, saindo sobre o antigo viaduto da Mutuca.

De acordo com a Seinfra, a proposta está sendo analisada. “Os materiais disponibilizados pela Associação já foram encaminhados à equipe técnica de consultores para que seja realizada uma análise e avaliação minuciosa”, afirmou por meio de nota. 

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