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Cidades

Imagem: Sumaia Villela/Agência Brasil

Governo oficializa a construção do Centro Nacional de Vacinas do Brasil em Minas

O Centro terá orçamento de R$ 30 milhões do Estado e R$ 50 milhões da União

Por João Henrique do Vale

Mais um passo foi dado para a construção do primeiro Centro Nacional de Vacinas, que ficará em Belo Horizonte. A iniciativa é uma parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, assinou nessa quinta-feira (2/9), em Brasília, protocolo que oficializa o projeto. 

A construção do Centro Nacional de Vacinas contribui para acelerar o desenvolvimento tecnológico e científico de imunizantes no Brasil. Além disso, trás independência ao país, agilizando a fabricação, por exemplo, de vacinas para infecções virais epidêmicas e pandêmicas, como malária, leishmaniose, doença de Chagas, zika, chikungunya, dengue e covid-19. 

Com orçamento na ordem de R$ 30 milhões do Governo de Minas Gerais para a construção e importação de equipamentos laboratoriais, sendo R$ 12 milhões disponibilizados pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) e R$ 18 milhões pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), o centro é fruto da parceria com investimento de R$ 50 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A união entre governos estadual e federal totaliza R$ 80 milhões para a consolidação do Centro Nacional de Vacinas.

Ao assinar o protocolo, Zema ressaltou os pesquisadores mineiros. “Fico muito satisfeito que Minas Gerais, juntamente com o Ministério da Ciência e Tecnologia, com a UFMG, com a participação da Fapemig, da Funed, venha a fazer parte desta cadeia de pesquisa e também de produção. Queremos que a UFMG, que a Fapemig, que seus pesquisadores tenham condições de desenvolver as vacinas e nós, por meio da Funed, venhamos a ter condições de fabricarmos e distribuirmos tanto no Brasil quanto no exterior estas vacinas”, disse o governador. 

Já a reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida, enalteceu o pioneirismo da iniciativa. “Nossa intenção é formar pessoas, mas também fazer esta importante entrega para a sociedade. Fazemos a pesquisa e entregamos para a transferência de tecnologia a serviço da sociedade. Somos líderes em depósito de patente, que é o início de toda produção. O compromisso do Governo de Minas em apoiar este centro é justamente completar toda esta cadeia com o apoio da Funed, da Fapemig, e de todas as estruturas do nosso estado e do nosso governo”, afirmou.

Já o ministro da Tecnologia, Ciência e Inovação, Marcos Pontes, afirmou ter muito orgulho de trabalhar com a Universidade Federal de Minas Gerais e com o Governo de Minas Gerais para que o Brasil possa ser, com o Centro Nacional de Vacinas, um país produtor de imunizantes no âmbito mundial. “Passaremos a ser um país que pode ser parceiro da Organização Mundial da Saúde, por exemplo. O país vai estar preparado para as próximas pandemias, vai poder desenvolver vacinas para doenças negligenciadas, como dengue, zika, chikungunya e muitas outras. Isto nos dá muito orgulho”, disse.

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