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Imagem: STTR-BH / Divulgação

Greve de ônibus em BH: 2º dia de paralisação é de viagens reduzidas e pontos cheios

Nesta sexta-feira, será realizada uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho


Por João Henrique do Vale

A paralisação dos rodoviários de Belo Horizonte entra no seu segundo dia. Com as viagens de ônibus reduzidas,  os pontos da capital mineira amanheceram cheios nesta sexta-feira. Às 10h,  será realizada uma audiência de conciliação entre os trabalhadores e as empresas para tentar um acordo e colocar fim ao movimento.

Dados da BHTrans mostram que menos de 20% das viagens programadas para esta sexta-feira estão sendo realizadas. De 0h até às 8h, 18,6% dos ônibus circularam pela cidade. De 7h até 8h, foram 22% das viagens que realizadas. Nas estações Diamante e Venda Nova, nenhum veículo saiu. Na Barreiro, somente 1% das viagens foram realizadas, José Cândido, 33%, Pampulha, 11%, São Gabriel, 24%, São José, 29%, e Vilarinho, 16%. Nas demais linhas, 31% das viagens estão sendo cumpridas. 

Nessa quinta-feira, os trabalhadores não cumpriram a escala mínima de 60% determinada pela Justiça. Das 16.180 viagens programadas,  apenas 5.980 foram cumpridas,  segundo a BHTrans. 

Os rodoviários recusaram, em duas assembleias realizadas na quarta-feira, a proposta do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) de 9% no salário. 

As empresas afirmam que, além da proposta apresentada, o SetraBH formulou o mesmo índice proposto pelas empresas do sistema metropolitano e que foi aprovada em assembleia de 9 sindicatos de trabalhadores do transporte público da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). 

Os trabalhadores e os empresários terão mais um encontro nesta sexta-feira para negociar.  A audiência de conciliação está marcada para 10h no Tribunal Regional do Trabalho (TRT/MG).

Kalil se diz preocupado

O prefeito Alexandre Kalil (PSD) criticou, nessa quinta-feira (2), a paralisação dos rodoviários de Belo Horizonte. Ele afirmou que vê com preocupação a greve e que aguarda uma providência por parte da Justiça, já que, segundo o prefeito, as escala mínima não está sendo cumprida. 

“Vejo com preocupação a greve. Mais uma vez não foi cumprido o determinado. E acreditamos que à Justiça vai tomar providência. Não temos que nos meter”, disse. 

O prefeito completou dizendo que espera um entendimento dos sindicatos patronal e dos trabalhadores. “Acatamos a greve desde que não prejudique os moradores”, comentou.

Kalil afirmou,  ainda,  que não irá sentar na mesa de negociação para discutir aumento de passagem enquanto a categoria seguir em estado de greve.

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