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Imagem: CBTU/Divulgação

Greve no metrô afeta cerca de 70 mil usuários por dia, diz CBTU

TRT nega aumento da multa diária e Companhia Brasileira de Trens Urbanos divulga balanço de dois dias de greve e descumprimento de liminar


Por Déborah Lima

A greve dos metroviários tem prejudicado cerca de 70 mil passageiros por dia. O levantamento é da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e foi divulgado nesta quarta-feira (23).

Segundo a CBTU, mais de 100 mil pessoas passam pelas catracas do metrô em dias úteis, mas como foram prejudicados com a escala definida pelos metroviários, o número reduziu drasticamente.

Número de usuários que utilizaram o metrô durante as paralisações:

  • 21/3: 29.854
  • 22/3: 30.375

O horário definido pelos metroviários em assembleia para cumprimento de escala mínima durante a greve, das 10h às 17h, vai na contramão da Ordem Judicial em vigor, que determina o funcionamento do metrô nos horários de pico, das 5h30 às 10h e das 16h30 às 20h.

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O descumprimento da decisão prevê ainda multa diária de 30 mil reais.

“A CBTU reconhece que o horário definido pela categoria (10h às 17h) não atende aos anseios da população, causando irreparáveis transtornos no transporte público de Belo Horizonte e região metropolitana”, informou.

Multa permanece

Na tarde de terça (22), a Companhia solicitou ao Tribunal Regional do Trabalho o aumento da multa diária, mas hoje (23) o pedido foi negado.

O desembargador César Pereira da Silva Machado Júnior, afirma que “tendo em vista que está em curso a fluência do prazo da defesa, concedido na referida decisão, não se revela razoável, neste momento, a efetivação de atos processuais de cunho executórios, cujas providências desafiam momento oportuno”.

Greve continua

Sindicato dos metroviários marcou uma assembleia da categoria para às 17h30, que definirá os rumos do movimento.

A categoria reivindica garantia dos mais de 1.500 funcionários efetivos da empresa e é contra o processo de desestatização.

A Rede 98 entrou em contato com o Ministério de Desenvolvimento Regional, que transferiu a responsabilidade ao Ministério da Economia, que, por sua vez, não respondeu aos questionamentos da reportagem.

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