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Imagem: Eric Bezerra / MPMG

Grupo de trabalho é criado para discutir soluções para a MG-30

Grupo de trabalho é criado para discutir soluções para a MG-30

Por João Henrique do Vale

Os problemas de mobilidade na MG-30, entre Nova Lima e Belo Horizonte, voltaram a ser discutidos. Nessa quarta-feira, foi instituído um grupo de trabalho para encontrar soluções que possam diminuir o tráfego entre as duas cidades. O comitê será composto pelo Governo do Estado de Minas Gerais, pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pela Prefeitura de Belo Horizonte e pela Prefeitura de Nova Lima.  

Um projeto já foi criado e prevê a construção de uma via que sairá do Bairro Olhos D’água, em BH, até o Bairro Águas Claras, em Nova Lima. O novo traçado ficará às margens da antiga linha férrea que hoje pertence a Superintendência de Patrimônio da União.

A obra está orçada em aproximadamente R$ 150 milhões. O valor será repassado por empresas em contrapartida a implantação de empreendimentos em Nova Lima. Além de doações de empresários que têm o interesse em melhorar a mobilidade na rodovia. 

No encontro dessa quarta-feira, o procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, explicou que o objetivo desse diálogo é trazer entendimento entre as partes, segurança para os empresários, garantia para a população, tranquilidade para todos. “Caso contrário, não adianta construir hospital se o trânsito não deixar a gente chegar até lá. A vida se tornará um tormento para todos”, afirmou. 

O prefeito de Nova Lima, João Marcelo Dieguez Pereira, disse que a situação da divisa tem se agravando cada dia mais. Ele esclareceu que o município tem atraído novos empreendimentos graças ao plano forte de desenvolvimento e diversificação aplicado na cidade. No entanto, o plano diretor de Nova Lima, que data de 2007, está defasado e precisa de uma revisão, o que caminhará em paralelo a esse trabalho que está sendo iniciado hoje.  

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, afirmou que a melhor forma de acertar essa conta que chegou é sentar à mesa para dialogar, onde as premissas saem do poder público para o que é de interesse público. “Esse é o primeiro passo. Sentando à mesa, nós vamos resolver”.  

O governador Romeu Zema afirmou, em seu discurso, que o trabalho do grupo de interlocução institucional segue, de certa maneira, a filosofia do modelo que as instituições públicas adotaram com relação à tragédia do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho. “Depois de dois anos do desastre, conseguimos assinar o maior acordo da história do Brasil para reparar os danos causados com o acidente”.

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