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Imagem: Déborah Lima / Rede 98

Helicóptero que caiu em Contagem 'sofreu danos graves', diz escola de aviação

Aeronave havia acabado de levantar voo para um treinamento promovido pela EFAI – Escola de Aviação Civil Ltda


Por Déborah Lima e João Henrique do Vale

O helicóptero que caiu na manhã desta segunda-feira (11) em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, sofreu danos graves. A afirmação foi dada pela EFAI – Escola de Aviação Civil, que publicou uma nota informando que se tratava de um voo de treinamento.

A aeronave, modelo Cabri G2 (PR-EFC), de propriedade da escola, decolou do heliponto EFAI por volta das 8h35 para um voo de treinamento, tendo a bordo o comandante Alexandre Mitkiewicz, aluno do Curso de Piloto Privado de Helicóptero (PPH) e o comandante Roberto Carlos Belmiro, instrutor da EFAI.

De acordo com a escola, a aeronave “sofreu danos graves”. “A integridade física dos ocupantes, no entanto, foi preservada graças às características anti-crash do Cabri. Tanto o aluno quanto o instrutor sofreram apenas ferimentos leves, tendo sido retirados conscientes da aeronave e, posteriormente, sido removidos para o Hospital João XXIII para exames mais detalhados”, acrescentou.

SAIBA MAIS: “Perda de potência”, diz Corpo de Bombeiros sobre queda de helicóptero em Contagem

A EFAI ainda explica que, logo após a decolagem, “por problema ainda não identificado e que será fruto de investigação pelo órgão competente”, a aeronave não obteve o ganho de altura esperado. O instrutor buscou, então, efetuar um pouso de precaução no pátio do centro de distribuição de um supermercado, localizado no eixo de decolagem. A aeronave entrou em giro e, antes do choque com o solo, colidiu com sua cauda em um dos caminhões estacionados no pátio."

Investigações

Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), localizado no Rio de Janeiro (RJ), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foram acionados para se deslocarem da sede, no Rio de Janeiro, com o objetivo de realizar a “ação inicial” no local do acidente, atividade que deve ocorrer nesta terça (12).

O Seripa explicou que, na “ação inicial”, os investigadores identificam indícios, fotografam cenas, retiram partes da aeronave para análise, ouvem relatos de testemunhas e reúnem documentos. Não existe um tempo previsto para essa atividade ocorrer, dependendo sempre da complexidade da ocorrência.

“O objetivo das investigações realizadas pelo CENIPA é prevenir que novos acidentes com características semelhantes ocorram. A conclusão das investigações terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade de cada ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os fatores contribuintes.”

A EFAI garante que a aeronave está com o certificado de aeronavegabilidade válido e estava sendo operada dentro dos limites de peso e balanceamento. Além disso, atesta que os pilotos estão com as respectivas habilitações e certificado médico aeronáutico também válidos.

Em nota, a escola agradeceu as ações de atendimento à emergência, atendidas pelo Corpo de Bombeiros, e afirmou que preza pela segurança.

“A EFAI encerra essa nota reforçando sua crença de que o nível de Segurança de Voo das aeronaves em geral, e dos helicópteros em particular é, significativamente, dependente da formação inicial do piloto. E, dessa forma, reforça também a importância que a Segurança de Voo sempre teve, e continuará tendo, em suas operações.”

Segundo acidente com a aeronave

O mesmo helicóptero já tinha sofrido uma pane em 2016. Na época, a piloto tentou um pouso de emergência, mas acabou atingindo algumas árvores e caiu. Ela sofreu pequenos ferimentos. 

O aluno que estava junto a instrutora não se feriu. Na ocasião, contou que a pane mecânica ocorreu logo após a decolagem.

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