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Cidades

Juízes e advogados são alvos de operação da PF em Minas

Investigação aponta que juízes solicitaram vantagens indevidas em processos de falência de duas empresas de Sete Lagoas

Por João Henrique do Vale

Operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta terça-feira mira juízes e advogados em Sete Lagoas, na Região Central de Minas. As investigações apontaram que os magistrados solicitaram vantagens indevidas em processos de falência de duas empresas. Advogados também participaram do esquema. 

Estão sendo cumpridos 26 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, Nova Lima, Sete Lagoas, Teófilo Otoni e Carlos Chagas e nas capixabas Vila Velha e Pinheiros. Foi determinado o bloqueio de dinheiro em contas bancárias e de investimentos, que totalizam cerca de R$ 65 milhões; sequestro de bens imóveis; e indisponibilidade de veículos automotores. 

As investigações apontaram indícios de peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, praticados durante tramitação de processos de falência de duas empresas. Empresários de Sete Lagoas afirmaram que o juiz solicitou vantagens indevidas durante o curso dos autos. 

De acordo com a PF, foi identificado que dois juízes, sem qualquer relação entre si, teriam cometido os crimes. Um deles foi aposentado compulsoriamente em razão dos fatos. Em conluio com os magistrados, atuaram advogados, administradores judiciais de falência, um servidor da Justiça e empresários, entre outras pessoas. 

Um dos juízes teria cooptado, segundo a PF, com o auxílio de uma advogada e um ex-assessor, diversos empresários, que financiavam e adquiriam créditos falimentares, auferindo grandes somas com essas transações.

Os valores que pagavam pelos créditos eram baixos, em virtude do alto risco de receberem em retorno, mas a recompensa se multiplicava.

TJMG se manifesta

Por meio de nota, o TJMG afirmou que um dos juízes mencionados, após investigação da Corregedoria-Geral de Justiça, foi afastado da magistratura pelo Órgão Especial deste Tribunal em fevereiro de 2019. O TJMG reconheceu que esse magistrado havia praticado condutas incompatíveis com o exercício da função judicante.

Em relação ao outro juiz, o TJMG esclarece que ele se aposentou voluntariamente em 2012, não mais exercendo, portanto, a magistratura.

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