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Cidades

Imagem: João Henrique do Vale / Rádio 98

Kalil fala em “ataques virulentos” ao comentar proibição de público nos estádios

Prefeito criticou diretores passados do Atlético em fala à imprensa nesta segunda-feira (23)

Por João Henrique do Vale e Lucas Rage

O Prefeito Alexandre Kalil (PSD) foi ao microfone da Prefeitura nesta segunda-feira (23) para comentar a proibição de torcida nos estádios de Belo Horizonte. Acompanhado do Secretário Municipal de Saúde, Jackson Machado, Kalil afirmou que o veto aos torcedores vai durar, ao menos, 14 dias. Neste tempo, será realizado um diagnóstico para averiguar se houve aumento no número de casos de Covid-19 na cidade, e entre as pessoas que estiveram presentes no estádio nos jogos de Atlético e Cruzeiro.

Ao explicar a proibição, Kalil deixou o cargo de Chefe do Executivo de lado, e abordou ataques sofridos por pessoas do meio futebolístico mineiro. “Gostaria de acrescentar que recebi ontem um ataque descabido, virulento, asqueroso, do Senhor Ricardo Guimarães (antigo dirigente do Atlético)”, afirmou Kalil. Por quase 15 minutos, o prefeito adotou um discurso duro contra Guimarães — segundo ele o responsável pelas piores fases do Atlético.

Veja abaixo os principais pontos da entrevista:


'Decisão unilateral'

“Parece que estamos fechando unilateralmente o futebol”, afirmou Kalil. “A torcida e a população têm que saber que abrimos unilateralmente. Depois, chamamos os clubes para colocar os protocolos, que infelizmente deu no que deu”, explicou, ao falar sobre a retomada das torcidas nos estádios.

"Estou esclarecendo que quem pediu para abrir estádio de futebol foi o prefeito de Belo Horizonte, sem nenhuma solicitação de nenhum clube", disse Kalil.

"Tentamos, antes do Brasil todo, colocar com boa fé, para aproveitar a boa fase do Atlético e a recuperação do Cruzeiro e do América", completou o prefeito.

Feira Hippie

Kalil abordou ainda declarações do atual presidente do Atlético, Sérgio Coelho, que fez comparações da presença de torcidas nos estádios com o movimento da Feira Hippie de BH.

“Ele tem que entender que a Feira Hippie dependem 2,3 mil famílias”, disse Kalil. “Que precisam de comprar arroz, feijão e, talvez, ovo”, completou.

Pesquisa epidemiológica 

A proibição dos público nos estádios de Belo Horizonte vai durar, ao menos, por 14 dias. Neste tempo, um diagnóstico será feito com base nos CPFs das pessoa que contraírem a Covid-19, que serão comparados com os documentos das pessoas que estiveram no Mineirão nos jogos de Atlético e Cruzeiro. 

“Neste prazo, os CPFs de doentes serão comparados com as pessoas que foram ao Mineirão nos jogos de Atlético e Cruzeiro. Isso será realizado para fazer um diagnóstico da situação. Se não tiver nenhum impacto (no número de casos), a volta poderá acontecer de imediato, até mesmo, com mais público. Vai depender da situação epidemiológica do momento”, explicou o Secretário Municipal de Saúde, Jackson Machado. 

De acordo com o secretário, outra ação da PBH será a auditoria nos testes dos torcedores que estão retidos no Mineirão. Se forem constatadas irregularidades nestes documentos, os responsáveis serão punidos.  

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