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Imagem: João Henrique do Vale/Rede 98

Kalil sobre aumento da tarifa de ônibus em BH: “Estamos tentando que não tenha”

Prefeito fez a primeira de uma série de reuniões com empresários de ônibus da cidade

Por João Henrique do Vale

O transporte público de Belo Horizonte voltou a ser discutido entre o prefeito Alexandre Kalil (PSD) e empresários dos consórcios que atuam na capital mineira. Na pauta, da primeira de uma série de encontros, estava o subsídio para as concessionárias e o aumento da tarifa do ônibus. 

Ao fim do encontro, Kalil afirmou que a situação do transporte público é crítica em todo o país e que não quer reajustar a tarifa. “Tivemos um aumento de 65% no preço do óleo Diesel, e 9 % na folha salarial, fora o que aumentou de peça. Essa é a primeira de uma série de reuniões. A próxima será na segunda-feira. Estamos tentando de todas as formas que não haja aumento ao usuário”, comentou. 

Nessa quarta-feira (8), integrantes da Prefeitura de Belo Horizonte estiveram em Brasília, junto com a Frente Nacional de Prefeitos, para cobrar do Governo Federal um subsídio para socorrer o transporte público.

Gratuidade no transporte  

Um dos pontos discutidos no encontro desta quinta-feira entre o prefeito e os empresários de ônibus é a gratuidade no transporte público. Para Kalil, a União deveria bancar esse benefício. “Toda gratuidade sai do bolso de quem paga passagem. Quem paga pela gratuidade é o pobre que precisa do transporte público. Isso não é justo. Se a lei federal exige gratuidade, o Governo Federal que banque. O que não é certo é a gratuidade cair na tarifa”, indagou. 

O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH), Raul Lycurgo Leite, afirmou que, por mês, a gratuidade das tarifas tem um custo de aproximadamente R$ 8 milhões. O custo total do sistema é de R$ 99 milhões, sendo que, atualmente, o diesel corresponde a R$ 27 milhões. 

Leite cobra um auxílio por parte da prefeitura. “Necessitamos de um subsídio para a gratuidade. Na forma que é hoje quem paga são os remanescentes (os que não ganham a gratuidade)”, afirmou. “Isso é muito pouco, diante dos aumentos de diesel. Precisamos de subsídios. Não é tirar dinheiro da educação, da saúde. Não é para as empresas esse subsídio, é para o mais pobre se locomover”, completou. 

Acordo na Justiça 

O prefeito Alexandre Kalil afirmou que estão sendo estudadas várias medidas para se evitar o aumento da passagem de ônibus. “Vamos fazer uma verdadeira engenharia econômica”, disse. Segundo ele, as discussões vão ser levadas, posteriormente, após um acordo, para à Justiça e, em seguida, a Câmara Municipal de Belo Horizonte

“Queremos uma proposta justa que não implique em um custo muito grande para a prefeitura. Temos que enfrentar. O problema é grave e a prefeitura vai enfrentar, sem demagogia e sem gritaria”, finalizou. 

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