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Imagem: João Henrique do Vale/Rede 98

Kalil volta a se reunir com empresários para discutir situação de ônibus de BH

O encontro já estava marcado desde a última semana para discutir a situação do transporte público


Por João Henrique do Vale

Mais uma reunião entre o prefeito Alexandre Kalil (PSD) e representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) acontece na tarde desta segunda-feira. O encontro é para discutir a situação do transporte público da capital mineira. Entre os temas está um possível subsídio aos consórcios que atuam na cidade. 

Na última semana, Kalil afirmou que a situação do transporte público é crítica em todo o país e que não quer reajustar a tarifa. Integrantes da Prefeitura de Belo Horizonte estiveram em Brasília, junto com a Frente Nacional de Prefeitos, para cobrar do Governo Federal um subsídio para socorrer o transporte público.

Um dos pontos que devem ser discutidos no encontro é a gratuidade no transporte público. Para Kalil, a União deveria bancar esse benefício. “Toda gratuidade sai do bolso de quem paga passagem. Quem paga pela gratuidade é o pobre que precisa do transporte público. Isso não é justo. Se a lei federal exige gratuidade, o Governo Federal que banque. O que não é certo é a gratuidade cair na tarifa”, indagou. 

O presidente do Setra-BH, Raul Lycurgo Leite, afirmou, na última semana, que, por mês, a gratuidade das tarifas tem um custo de aproximadamente R$ 8 milhões. O custo total do sistema é de R$ 99 milhões, sendo que, atualmente, o diesel corresponde a R$ 27 milhões. 

Leite cobra um auxílio por parte da prefeitura. “Necessitamos de um subsídio para a gratuidade. Na forma que é hoje quem paga são os remanescentes (os que não ganham a gratuidade)”, afirmou. “Isso é muito pouco, diante dos aumentos de diesel. Precisamos de subsídios. Não é tirar dinheiro da educação, da saúde. Não é para as empresas esse subsídio, é para o mais pobre se locomover”, completou. 

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