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Imagem: CMBH/Divulgação

Metrô de BH: Projeto de cisão da CBTU deve ser analisado na quinta-feira

A análise estava marcada para acontecer nesta segunda-feira. A mudança na pauta aconteceu antes mesmo do início da sessão, após reunião de líderes

Por João Henrique do Vale

O projeto que vai liberar R$ 2,8 bilhões para a cisão da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) não deverá ser analisado nesta segunda-feira no Congresso Nacional. O PLN 15/2021 será debatido por senadores e deputados da Comissão Mista na próxima quinta-feira. A mudança na pauta aconteceu antes mesmo do início da sessão, após reunião de líderes. 

Se aprovado, projeto libera R$ 2,8 bilhões para o metrô de Belo Horizonte. De autoria do Governo Federal, o projeto abre crédito especial ao orçamento de 2021 para a revitalização da linha 1 e construção da linha 2 - Calafate/Barreiro. 

A proposta é que a CBTU seja estadualizada e, posteriormente, concedida à iniciativa privada.

Além dos recursos federais, outros R$ 400 milhões devem ser aportados pelo governo de Minas. Ao todo, serão R$ 3,2 bilhões disponibilizados para a cisão da CBTU Minas e construção da linha 2.

Recursos carimbados 

Os trabalhadores do metrô de Belo Horizonte alegam que o recurso estipulado no projeto, não está sendo destinado para a ampliação e modernização do modal. E sim, para quitar dívidas da CBTU. “A bem da verdade, esse dinheiro não é para obras de ampliação e modernização. Esse recurso, que o governo que aprovar no Congresso Nacional, é tão somente para sanear o passivo da CBTU, criar uma nova empresa estatal, e essa empresa vai ter uma diretoria, com cargos e altos salários. Então, será para bancar a empresa e pagar os salários”, comentou Romeu José Machado, presidente do Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro-MG)

De acordo com o líder dos metroviários, o passivo da CBTU está, hoje, em aproximadamente R$ 2 bilhões. “Então, para o metrô mesmo, obras de modernização e ampliação, como o ramal Barreiro, não tem recurso”, comentou. 

A solução para Romeu Machado, seria a verba já ser repassada “carimbada”, ou seja, já com obrigatoriedade de ser usada nos processos de modernização e ampliação. 

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