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Cidades

Imagem: Adão de Souza/PBH

Morador que tomar mais de duas doses de vacinas da Covid pode ser preso em Minas

A pessoa flagrada cometendo este ato pode responder por estelionato. A pena pode chegar a cinco anos de prisão

Por João Henrique do Vale

Casos de revacinação contra a Covid-19 estão sendo investigados em todo o estado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O órgão enviou nota técnica aos promotores para fechar o cerco a este tipo de crime. A pessoa flagrada cometendo o delito, pode responder por estelionato. A pena pode chegar a cinco anos de prisão. 

O MPMG ressaltou que as atitudes de alguns moradores pode comprometer o Plano Nacional de Imunização, pois indivíduos já vacinados estão desviando doses que deveriam ser direcionadas ao restante da população ainda não vacinada. O órgão também cita os riscos sanitários.

Além da criminalização por estelionato, para evitar a prática, os promotores de Justiça de todo o estado foram orientados a intervir, junto aos gestores locais, no sentido de que eles proporcionem as condições adequadas para coleta e transmissão dos dados sobre os indivíduos vacinados em cada sala de vacinação, bem como verifiquem se o candidato à vacinação já possui registro com um determinado imunizante, sempre que possível.

Caso em Viçosa 

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) já investiga a denúncia da prefeitura de Viçosa contra um morador que é suspeito de tomar quatro doses de vacinas contra a Covid-19, sendo três delas na cidade. A administração municipal identificou a irregularidade ao consultar o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações. Casos semelhantes estão sendo apurados em Belo Horizonte. 

Em Viçosa, a suspeita de irregularidade aconteceu depois que um homem, de 61 anos, procurou a equipe de imunização e afirmou que tinha perdido a data correta de vacinação. “Após a aplicação do imunizante e conferência de dados, pois o morador apresentou apenas o seu CPF, foi constatado que o mesmo havia tomado duas doses da Coronavac, em Viçosa, uma da Astrazeneca, na cidade do Rio de Janeiro, e a última da Pfizer, também em Viçosa”, afirmou a prefeitura

Em Belo Horizonte, casos suspeitos também estão sendo investigados.  

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