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Imagem: Câmara Municipal de Belo Horizonte / Reprodução

"Não atendeu expectativas", diz diretor da BHTrans sobre auditoria de empresas de ônibus

Vereadores questionam Daniel Marx Couto, diretor de planejamento e informação da autarquia sobre auditoria feita pela prefeitura nas empresas de ônibus

Por João Henrique do Vale

O diretor da BHTrans, Daniel Marx Couto, presta depoimento, na tarde desta quarta-feira, na CPI da Caixa-Preta na Câmara Municipal de Belo Horizonte. A comissão foi aberta para investigar a omissão da empresa que gerencia o trânsito e o transporte na capital na relação com as concessionárias de transporte coletivo no município. 

Os vereadores questionam o diretor sobre uma auditoria feita pela Prefeitura de Belo Horizonte nos contratos das empresas de ônibus da cidade. Os trabalhos foram realizados em 2018 pela empresa Maciel Consultoria para definir o valor da passagem. No final, chegou a conclusão que o valor deveria ser R$ 6,35. 

Daniel Marx afirmou que o edital para a contratação da auditoria foi elaborado pela Secretaria Municipal da Fazenda. O objetivo da licitação, segundo ele, foi a contratação de uma auditoria independente contábil e financeira para analisar os consórcios das empresas de ônibus de Belo Horizonte.

O diretor ressaltou que a auditoria não atendeu as expectativas da BHTrans. Um dos motivos foi o fato das contas das empresas não seguirem o mesmo planejamento.

Um dos pontos questionados pelos vereadores foi em relação aos documentos apresentados pelas concessionárias. Os parlamentares alegam que as empresas escolheram quais documentos encaminhar. O diretor da BHTrans afirmou que a consultoria fez apenas uma auditoria amostral, sem conferir todas as notas fiscais de custos.

O presidente da CPI, o vereador Gabriel Azevedo, rebateu a declaração do diretor. “Está demonstrado que a Maciel Consultoria não cumpriu o contrato. Recebeu apenas os documentos enviados pelas concessionárias. O senhor tem consciência de que isso está errado?”, questionou. 

Os vereadores relataram que a auditoria só analisou dois meses de contratos por ano, o que representa 16,7% do total de documentos que deveria ter analisado. Daniel Marx afirmou que se a empresa não analisou todos os documentos, o problema é dela. 

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