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Imagem: Sinep / MG / Divulgação

Pais de alunos protestam pela volta às aulas em BH; grupo aciona Defensoria Pública para reverter medida de Kalil

Manifestação pelo retorno do ensino presencial acontece no sábado (29), às 10h, em frente à Prefeitura.


Por Lucas Rage

Pais de alunos da rede pública e privada de Belo Horizonte vão ganhar às ruas da capital neste sábado (29) para pedir a retomada do ensino presencial no município

Ato acontece às 10h da manhã, em frente à sede da Prefeitura de Belo Horizonte na Avenida Afonso Pena, e é uma resposta à decisão do prefeito Alexandre Kalil de adiar a volta às aulas para o dia 14 de fevereiro. Medida foi publicada em decreto, nesta sexta-feira (28), no Diário Oficial do Município.

Segundo Kalil, o adiamento vale para aulas de crianças de 5 a 11 anos, e é condicionado à vacinação infantil contra a Covid-19 no município. 

Para a médica Stella Salla Soares Lima, mãe de dois filhos de 9 e 13 anos e integrante do movimento, a decisão do prefeito é arbitrária.

“A ação é totalmente incoerente e discriminatória quanto às crianças. A Prefeitura não estabeleceu os critérios para abertura e fechamento de diversos setores da cidade. Ela não estabeleceu quando vai fechar lojas, quando vai fechar clubes, quando vai fechar parques de diversão”, afirmou médica.

"PBH quebra as próprias regras"

Ainda conforme Stella, o próprio indicador definido pela PBH não é aplicado na decisão. “Ela [a Prefeitura] tem um critério para fechar escolas: o Matriciamento de Risco. E esse matriciamento não está sendo seguido. É um jogo, em que as próprias regras foram criadas pela prefeitura, e não estão sendo obedecidas”, completou.

A médica e mãe ressaltou ainda que Belo Horizonte é a cidade que ficou mais tempo com escolas fechadas, não seguindo recomendações de entidades internacionais. “Se você olhar qualquer entidade, OMS e afins, falam que a escola são as últimas a se fechar. E aqui em BH é o contrário. O Kalil, no ano passado, falou que as escolas iam ser as últimas a serem fechadas. Ele está descumprindo a própria promessa”.

Quanto à imunização de crianças, Stella analisa que a medida tomada por Kalil é um contrassenso, uma vez que outras atividades no município não foram suspensas para a imunização de públicos-alvo. 

“Por que crianças de 5 a 11 anos? A gente não precisa interromper escolas para poder vacinar crianças. Nenhum outro segmento parou de funcionar para as pessoas poderem vacinar”, questionou. “Não existe lugar em Belo Horizonte com protocolo mais rígido e seguro do que as escolas”, completou

Protesto e reunião com a Defensoria Pública

O ato agendado para o sábado vai contar com a participação de diversas entidades em prol do ensino, entre elas o Pais pela Educação Pública, Juntos Pela Educação, Guardiões da Juventude, entre outros. Segundo Stella, grupos de pais de alunos também estão mobilizados para comparecer à porta da PBH.

Nesta sexta-feira, às 14h, pais de alunos e entidades se reúnem com a Defensoria Pública do Município para discutir o tema. O grupo também pretende se reunir, nos próximos dias, com a Promotoria de Educação do Ministério Público de Minas Gerais.


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