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Imagem: Reprodução / Redes sociais

Paralisação de servidores da segurança tem lentidão no Detran e tensão em presídios

Greve dos profissionais da segurança pública em Minas entra no segundo dia


Por João Henrique do Vale

A paralisação dos servidores da segurança pública de Minas Gerais provoca lentidão em alguns serviços em Belo Horizonte e em outras cidades mineiras. No Departamento de Trânsito (Detran) da Gameleira, Região Oeste da capital, longas filas se formaram. A greve também eleva a tensão nos presídios. Detentas da cadeia de Vespasiano, colocaram fogo em colchões para protestar contra a suspensão de visitas e banho de sol. 

Nesta quarta-feira, motoristas que precisavam dos serviços do Detran Gameleira tiveram que ter paciência. Devido a adesão de alguns servidores a “Operação Padrão”, houve demora no atendimento. Um cartaz afixado na porta da unidade alertava os motoristas sobre a paralisação. 

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que os serviços do Detran estão em funcionamento, mas admitiu que há atrasos. “Eventual demora no atendimento pode decorrer de adesão individual à chamada "Operação Padrão" difundida por entidades de classe, em busca de recomposição salarial”, comentou. 

Tensão nos presídios 

A paralisação também vem provocando um aumento de tensão nos presídios e cadeias de Minas Gerais com a possibilidade da suspensão de visitas e dos banhos de sol. Na manhã desta quarta-feira, detentas atearam fogo em colchões no presídio de Vespasiano

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), um procedimento interno de investigação foi aberto para apurar o caso e avaliar os danos ao patrimônio público. A pasta afirma que ainda não é possível relacionar o caso com a manifestação dos servidores. 

Sobre a possibilidade de paralisação dos servidores dos presídios, o Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) esclarece que acompanha a movimentação e que vai atuar para que não haja prejuízo no atendimento aos custodiados. 

“Com relação à visitação, o Depen monitora a adesão dos servidores ao movimento de paralisação proposto pela categoria dos Policiais Penais e demais servidores da segurança pública. Ainda não há previsão sobre quais unidades do estado não estarão aptas a receber visitantes, por questões de efetivo e segurança, a partir deste fim de semana”, comentou. 

Paralisação 

A paralisação foi deliberada pela categoria, na segunda-feira, em manifestação em Belo Horizonte. Entre as exigências dos manifestantes está a recomposição salarial da categoria, de 41%.

A proposta foi enviada pelo governador Romeu Zema (Novo) à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no fim de 2020, e dividia a recomposição em três parcelas: 13% a serem pagos em julho de 2020, 12% em setembro de 2021 e 12% em setembro de 2022. Até o momento, somente uma das parcelas foi paga pelo Executivo Estadual. Além disso, são contra a adesão do estado ao Regime de Recuperação Fiscal

O governador se reuniu com secretários e com representantes das forças de segurança do Estado, ontem, para discutir soluções para a greve. O poder Executivo informou entender que o assunto é prioridade e afirma que está aberto ao diálogo. O secretário de Justiça e Segurança , Rogério Greco, divulgou um vídeo nas redes sociais, dizendo que foram "definidas agendas prioritárias" para discutir a questão. 

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